
“Sotaque britânico.” – é mais sexy que o francês, que aparece em segundo, seguido pelo sotaque italiano, em pesquisa da Time Out. Há controvérsias.
aDIós
A notícia.
Aos 60 anos, morre Diego Maradona, um dos maiores mitos do futebol.
Moendo os grãos.
Em casa, o gênio argentino morreu de uma parada cardiorrespiratória – duas semanas após passar por uma cirurgia cerebral. O jogador, que já lutava contra uma série de problemas de saúde, passou mal e sentiu fortes dores. Familiares e empregados chamaram equipe médica, mas o craque morreu por volta das 12h (horário de Brasília), antes mesmo da chegada das 9 ambulâncias.
Argentina sem ar.
Bandeiras por todas as janelas, silêncio e angústia tomaram conta do país. Torcedores rapidamente lotaram o Obelisco, um dos tradicionais palcos das vitórias do futebol. Painéis que alertam sobre o trânsito soletravam “obrigado, Diego”. Em meio à pior notícia que poderia receber um país apaixonado por futebol, A Argentina parou – muita gente foi liberada do trabalho mais cedo para o momento de luto.
Deus está morto.
O velório que acontece hoje na Casa Rosada, sede do governo argentino, será comparável ao das maiores lendas argentinas, como Gardel, Evita e Perón. São esperados 1 milhão de pessoas. “Ele nos levou ao topo do mundo,” disse o presidente argentino ao decretar luto oficial de três dias. As homenagens tomaram conta do mundo. Pelé lamentou: “que possamos jogar bola juntos no céu”.
It won’t be easy, you’ll think it strange.
Em Nápoles, na Itália, onde Maradona viveu seu auge jogando pelo Napoli – e ressuscitou todo um orgulho regional –, o prefeito disse que o estádio da cidade, casa do time italiano, será rebatizado de Diego Maradona. Nascido nas favelas de Buenos Aires, Maradona se tornou não só um dos maiores atletas da história, mas passou a ser idolatrado e endeusado em diferentes partes do mundo.
Canhoto prodígio.
Capaz de jogar apenas com uma perna – a esquerda –, o menino pobre de Vila Fiorito estreou na elite do futebol argentino com apenas 16 anos e, aos 20 anos, chegaria ao Boca Juniors. Pequeno e parrudo, com 1,65, não era o jogador típico – apenas para provar que o futebol parece mesmo o esporte mais democrático de todos. Foram quatro Copas do Mundo.
MARAdona
Seis décadas de bola.
Em 1986, ele levou a Argentina à glória ao vencer a Copa do México, em meio a um dos gols mais controversos da partida (‘a mão de Deus’) e logo depois um dos mais celebrados do campeonato, tudo em pouco mais de 4 minutos. Foi um verdadeiro massacre contra os ingleses, que quatro anos antes, em 1982, haviam massacrado os argentinos na guerra das ilhas Malvinas.
O mais humano dos imortais.
Mas a “astúcia malandra” o e “controle extravagante” da bola, como descreve o NYT, também foram ofuscados pelos cartões vermelhos fora de campo. Em meio a uma vida pessoal agitada, o argentino enfrentou idas e vindas com vícios em drogas e problemas com o álcool. Sem nunca esconder suas fraquezas, Maradona foi “genial, contraditório, divino e humano,” escreve o ex-jogador Tostão na Folha.
Futebol e política não se discute.
Ícone da esquerda, e sempre disposto a militar, o craque tinha tatuagem em homenagem a Fidel Castro e, em 2005, fez questão de usar camisa “stop Bush”, quando o então presidente americano visitou Mar del Plata para a Cúpula das Américas. Maradona morreu no mesmo dia em que seu ídolo e ‘segundo pai’, Fidel – morto há quatro anos.
Los hermanos.
Sempre rodeado de flashes, o gênio se revelou a tradução “de toda a complexidade da existência humana”, o que faz dele um personagem inigualável, escreve Carlos Mansur no Globo. Para alguns, melhor até que o Rei do Futebol, a quem venceu como melhor jogador do século em premiação da FIFA – que então mudou as regras para honrar ambos os sul-americanos. Obrigado, Diego.

Gobble, gobble.
É Dia de Ação de Graças. E uma sombra paira sobre o principal feriado americano. Em meio à segunda onda que parecia concentrada no Meio-Oeste, mas começa a se intensificar em cidades como Los Angeles, Miami e Phoenix, os restaurantes e bares se mantém abertos, mas as autoridades recomendam evitar aglomerações dentro de casa. Tal paradoxo tem a ver com o difícil malabarismo de governos locais e prefeituras para balancear o contágio e a atividade econômica.
I’m grateful for…
Trump’s pardon. Ontem o presidente americano concedeu perdão presidencial a Michel Flynn, o primeiro da Casa Branca a cair com a investigação da trama russa. Happy Thanksgiving.
The losses we share.
“Você está bem?”… são três palavras que iniciam o processo de cura nesse ano de tantas perdas, escreve Meghan Markle em artigo op-ed para o New York Times, no qual revela um doloroso aborto espontâneo.
A cor dessa cidade.
Para terminar, as cidades mais caras do mundo: Hong Kong e Paris. Osaka e Cingapura caíram no ranking.
