
“Normal por um tempo.” – Kim K humildemente fez uma festinha numa ilha privada, mas a internet não viu nada de ‘normal’. Keeping up with the new normal.

SUSto
A notícia.
Bolsonaro abre caminho para a privatização do SUS, mas volta atrás depois de pressão.
Moendo os grãos.
No dia em que o país bateu a marca de 158 mil mortos por Covid-19, o governo publicou um novo decreto assinado por Paulo Guedes que permitia ao Ministério da Economia colocar as Unidades Básicas de Saúde (UBS), os postos que funcionam como porta de entrada ao SUS, no programa de privatização do governo, o PPI, ou Programa de Investimentos da Presidência.
SOS SUS.
Em plena pandemia, e na maior crise sanitária em um século, autoridades parecem mais preocupadas, não em controlar o vírus, mas em alavancar negócios. São projetos de planos privados sem garantias de atendimento real. O Ministério da Saúde tampouco foi consultado sobre a novidade envolvendo o Sistema Único de Saúde. Todos os secretários de Saúde estaduais se colocaram contra o decreto.
Lembrando.
Diferentemente dos EUA, onde a maioria se vê obrigada a pagar preços exorbitantes por tratamentos médicos, e com grande parte da população desprovida de cobertura* médica na pandemia, no Brasil, profissionais do SUS – um sistema público, gratuito e capilzarizado – conseguiriam erguer um muro de contenção relativo contra o vírus – apesar dos pesares.
*um dos principais pontos da campanha presidencial, que envolve o Obamacare, alvo de novo julgamento em breve no Supremo.
Olha a Onda!
A notícia.
Macron decreta nova quarentena na França e Merkel parte para lockdown parcial na Alemanha.
Moendo os grãos.
Com as bolsas despencando e os casos de Covid-19 se alastrando, o presidente francês declarou ontem novo lockdown nacional, a partir de amanhã, até dezembro. São diversas novas restrições que voltam a afetar comércio, viagens, turismo e a vida social dos franceses. Apenas serviços essenciais estão permitidos. Quer dizer, dessa vez, escolas e fábricas se manterão abertas.
Garota de Berlim.
Na Alemanha, Merkel acertou com governadores um lockdown parcial também com prazo de um mês. Bares, restaurantes, teatros, tudo será fechado, exceto pelas escolas. Há meses, autoridades europeias tentam frear a disseminação do vírus através de medidas de distanciamento social, mas tentando evitar as duras quarentenas da primavera. Não rolou.
Winter is coming.
Hospitais voltaram a ficar novamente cheios – justo na temporada de gripe. A diferença agora é que escolas e alguns tipos de business continuarão abertos. Já as universidades serão 100% online. Há duas semanas, europeus já vinham sofrendo com toque de recolher.
Cruzando o Atlântico.
Os EUA registraram o recorde de novos casos desde que começou a pandemia, aumentando a tensão em que já se encontra o país na reta final das eleições.

Following the leader.
Os titãs da tecnologia voltaram ao Congresso dos EUA para conversar com os senadores. Em seus depoimentos, Mark Zuckerberg do Facebook, Sunda Pichai do Google, e Jac Dorsey do Twitter defenderam as proteções que suas empresas têm garantidas sob a Seção 230, que blinda empresas de mídia (‘editoras‘) de serem responsabilizadas pela informação – ou desinformação – propagada em suas plataformas.
Nazis tupiniquins.
A nova governadora de Santa Catarina evitou condenar o nazismo. Ao tomar posse como chefe do Executivo, após o afastamento do governador Carlos Moisés (PSL) – alvo de impeachment –, Daniele Heiner (sem partido) se esquivou das perguntas em relação ao pai, um professor conhecido por relativizar nazismo e defender Hitler. O pai da governadora já foi condenado pelo Supremo em 2000 por utilizar livros negacionistas sobre o Holocausto judeu.
First things first.
Terminando… roubos agora têm como alvo carregamento de luvas médicas.
Shake your skeleton.
Para terminar, todos querem um esqueleto de 3 metros nesse Halloween.
