
“Entusiasmada e aterrorizada.” – Adele anunciou seu retorno após um tempo reclusa. Hello, it’s me.

1, 2, 3, Salve Eu
A notícia.
Sérgio Moro, João Amoedo e Eduardo Bolsonaro entram na politização da vacina contra a covid.
Moendo os grãos.
Os secretários de Saúde estaduais ficaram sem entender nada quando a vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinavoc, não entrou no Programa Nacional de Imunizações (PNI) apresentado pelo Ministério da Saúde. A vacina, venha de onde vier, seja ela qual for, deve ser tratada de forma apartidária, mas não é o que tá rolando.
Made in China.
Ontem o Butantã informou que a Coronavac atingiu índice de segurança maior do que as outras duas vacinas sendo testadas no país. Mas Bolsonaro classifica que a “vacina chinesa de Doria” pode atrapalhar sua pretensão de ser reeleito em 2022. Ontem ele afirmou que “ninguém será obrigado a ser vacinado”; já o governador João Doria quer que todos no estado tomem a vacina.
Enquanto isso.
Nas redes, João Amoedo, fundador do Partido Novo, se colocou ao lado de Doria, já Sérgio Moro se colocou em cima do muro, mas retuitou o post de Amoedo dizendo que “tolerância é o cerne do liberalismo”, e Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do pai. No mundo, existem 6 vacinas em fase final de testes – três delas sendo testadas no Brasil.
Na Morales
A notícia.
O partido do ex-presidente Evo Morales comemorou a volta triunfante ao poder.
Moendo os grãos.
Morales comemorou a eleição de Luis Arce, seu ex-ministro da economia e candidato do Partido pelo Movimento ao Socialismo (MAS), que teve 52% dos votos: “a vontade do povo prevaleceu”. Ontem o candidato da centro-direita, e ex-vice-presidente, Carlos Mesa, que teve 30% dos votos, aceitou a derrota: “muito convincente e muito clara”.
The south american way?
A eleição de Arce, que contou com Morales como coordenador de campanha, parece pôr fim aos meses de incerteza que se iniciaram com as eleições de 2019, quando o MAS foi acusado de fraudes, protestos tomaram forma, as eleições fora invalidadas e Morales se viu obrigado a pedir exílio, após o Exército sugerir sua renúncia – no que seus apoiadores classificaram como um “golpe racista da direita”.
Evito.
Por 14 anos, Morales, o primeiro presidente indígena do país – de maioria indígena – comandou um boom econômico, arquitetado por Arce, que reduziu a pobreza e integrou os índios à classe média branca. No entanto, ele também testou os limites para continuar no poder, como não respeitar o próprio referendo, em 2016, quando a galera disse não querer nova reeleição. Morales terminou fugindo do país em meio ao caos no ano passado, que incluiu rebelião policial.

Third time’s a charm.
Trump atacou ontem o infectologista-chefe da Casa Branca, Dr. Fauci, chamando-o de “desastre” e dizendo que tá todo mundo “cansado” de ficar ouvindo sobre coronavírus. Na ligação com coordenadores da campanha, o presidente ainda diz que Fauci “já está aqui há 500 anos” – o médico já passou por 6 presidentes diferentes – e que ele sempre tem uma bomba na TV, mas bomba mesmo seria demiti-lo. Os EUA passam agora pelo terceiro pico da Covid-19.
Valeu, foi bom, adeus.
Bolsonaro não quer Mourão em 2022. Apesar de passar a campanha dizendo que não disputaria reeleição, ele só pensa nisso. Em meio às pecinhas que movimenta para o próximo pleito presidencial, Bolsonaro disse a três aliados sobre a intenção de trocar o vice – com quem não criou “vínculo de confiança” – e colocar uma ministra; a mais cotada é Damares, mas aliados veem uma chapa estratégica com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
Ratched and chill.
Terminando… “Ratched” se tornou a série de maior sucesso do Netflix em 2020. Mais de 39 milhões de pessoas já assistiram.
Playing (retro) video-games.
Para terminar, Atari tá de volta.
