
“Levou um zoomping.” – parte do renovado e cruel dicionário do amor no mundo pós-pandemia. Só love, só love.

LIKE A WRECKING BALL
A notícia.
Xingamentos, ataques pessoais e interrupções: Trump e Biden protagonizam o debate mais caótico das últimas décadas.
Moendo os grãos.
O debate presidencial em Cleveland, Ohio, entre o democrata Joe Biden e o republicano Donald Trump, já é um dos pontos mais baixos da história moderna da política americana. Em pouco mais de 1h30 de muita discussão, confusão, e insultos, um Trump enfurecido mentiu e interrompeu a todo momento tanto o rival, quanto o próprio moderador, que se esforçou para tentar manter as rédeas do circo.
Hot mess.
Logo no início, Biden soltou um “cala boca, cara”, o que não adiantou muito, já que Trump não o deixava falar; um falava por cima do outro. Puro caos. E golpes baixos, que sobraram até para o filho morto de Biden, Beua, usado por Trump ao atacar o outro filho do rival, Hunter Biden. O turbulento duelo entre os dois não ajudou em nada a clarear seus planos caso sejam eleitos. Vamos aos principais pontos:
Racismo e fascismo.
Trump se negou a condenar grupos supremacistas brancos. Após pedido do próprio moderador para que condenasse grupos neonazistas, como fazia com grupos ‘antifa’ (antifascistas), Trump resistiu. Pior: convocou grupo armado a ficar de prontidão. Os Proud Boys (Meninos Orgulhosos), o tal grupo extremista de ultradireita, que recebeu o feliz apito do presidente americano, já fez do chamado presidencial – “stand back, and stand by” – parte do novo slogan.
Credibilidade democrática.
Trump se recusou a dizer a simples frase: “eu respeitarei o resultado das eleições ainda que eu perca”. Ele também afirmou que a eleição será de muita confusão, pediu aos seus eleitores que vigiem seus votos para que, de fato, sejam contados e disse que pode levar meses até que o vencedor seja conhecido. Biden disse que Trump tenta assustar eleitores para que não compareçam às urnas.
Suprema Corte.
Faltando semanas para a eleição, Trump defendeu a pressa em indicar uma juíza conservadora para o lugar da falecida RBG – situação semelhante não rolou em 2016 com Obama. Trump disse que se os democratas tivessem controle do Senado fariam o mesmo. Biden disse que a tentativa é de enfim mudar pautas históricas – como derrubar o caso Roe X Wade, que legalizou o aborto em 1970.
Covid.
Biden disse que o país está “muito mais fraco, doente, pobre e dividido” e que seu plano ajudará a prover equipamento de proteção, máscaras, e financiamento para que pequenas empresas e escolas voltem à ativa. Trump disse que fez um “great job” na pandemia, fechou as fronteiras contra a “praga chinesa” e apesar de não ser fã de máscaras, as utiliza “quando necessário”.
Desmate e queimadas no Brasil.
Em um debate com pouquíssimo tempo para política externa, Biden criticou o Brasil ao citar o desmatamento na Amazônia para atacar a política ambiental de Trump.
True or false.
- Trump criou 700 mil empregos na produção industrial: FALSO.
- Biden vai eliminar os planos de saúde privados: FALSO.
- Trump será o primeiro presidente a entregar um país ao fim do mandato com menos empregos do que quando assumiu: VERDADEIRO.
Em resumo.
Muita dor de cabeça.
Pedala, Bolsinho
A notícia.
Bolsa desaba, Congresso fala em ‘pedalada’, mas governo vê “exagero” e mantém medidas populistas que furam o teto de gastos.
Moendo os grãos.
O secretário do Tesourou falou em “alerta do mercado” e ex-secretário de Paulo Guedes disse que o “custo será alto” para o país. Mas de olho em 2022, Bolsonaro manterá a ideia de usar dinheiro do Fundeb e recursos de precatórios para financiar o novo Bolsa Família, o tal Renda Cidadã. Para especialistas e investidores, o governo criou a própria ‘contabilidade criativa’ e se prepara para dar um jeitinho nas amarras fiscais.
Resumindo.
É o fim de Guedes. A agenda do superministro da Economia, que assumiu com suposta ‘carta branca’ – assim como o ex-ministro Sérgio Moro –, virou pó. E um ano e meio após tomar posse, já perdeu metade de sua equipe. O mercado que comprou Bolsonaro como promessa ‘liberal’ na economia tá frustrado. Mas sempre soube ser aposta de alto risco.
Enquanto isso.
A Justiça suspendeu ontem a decisão do conselho liderado pelo ministro do Meio Ambiente que acabou com proteções ambientais em mangues e restingas.

It’s a small world after all.
A Índia tem uns 60 milhões de infectados pela Covid-19 – 10x mais que os registros oficiais –, informou o próprio governo ontem. O país de 1.3 bilhão de habitantes, com oficialmente 6 milhões de casos, é o segundo mais afetado, atrás dos EUA, que têm 7 milhões, e à frente Brasil, com 4 milhões. Enquanto isso, a Disney se prepara para demissão em massa sem precedentes nos parques: 28 mil funcionários vão para o olho da rua. Em tempo, com 1 milhão de mortos, para onde vai a pandemia?
Valeu, foi bom, adeus.
Chegou ao fim a Lava Jato em São Paulo. Ontem em seu último dia, foi apresentada uma segunda denúncia, que mirou cinco ex-diretores de empreiteiras como Odebrecht e Andrade Gutierrez. A operação já vinha sendo esvaziada desde o mês passado, quando a procuradora Viviane Martinez se tornou a responsável. De acordo com os 4 colegas restantes, ela dificultava os trabalhos da equipe – como o pedido de adiamento de denuncia contra o tucano José Serra. C’est fini.
De boa na lagoa (marciana).
Três novos lagos salgados subterrâneos foram encontrados ontem em Marte por cientistas italianos. Em 2018, o que parecia ser um primeiro grande lago já havia sido detectado no Planeta Vermelho. A descoberta empolgou a astrobiologia.
Don’t cry for me.
Terminando… a Argentina cresceu de tamanho e agora se estende por dois continentes.
Here we go again.
Para terminar, a décima final de LeBron James na NBA.
