
“Recolher, empacotar, e despachar como souvenir.” – Tailândia sobre a nova abordagem, que inclui multa, com quem deixa lixo nos parques. Junk mail.

Brazil Is In The House
A notícia.
Na ONU, em um discurso sem brilho e descolado da realidade, Bolsonaro usa dados falsos sobre pandemia e queimadas.
Moendo os grãos.
Após estrear ano passado na Assembleia-Geral com o discurso mais agressivo já feito por um presidente brasileiro, Bolsonaro voltou ao placo da ONU novamente destorcendo fatos e soltando fake news. Em um discurso de 15 minutos, ele afirmou ser “vítima de difamação” e, se em 2019, ele focou em “comunismo”, ontem Bolsonaro lançou a “cristofobia”. Algumas inverdades:
Índio fazer barulho.
Apesar do aumento comprovado de queimadas criminosas, investigações contra fazendeiros, e denúncias de articulação de ‘dias do fogo’ por desmatadores e grileiros, o presidente do Brasil culpou índios e caboclos pelos incêndios na floresta. Ele ainda afirmou que a Amazônia não pega fogo por ser “úmida”. A Floresta Amazônica de fato é ultraúmida, mas a ação do homem provoca, sim, combustão.
Quando a chuva passar.
Bolsonaro voltou a dizer que ficou amarrado judicialmente para poder agir contra a pandemia. Não é verdade. O Supremo decidiu que governo locais tinham prerrogativa para implementar medidas de distanciamento; mas o presidente jamais foi impedido de liderar, organizar, coordenar e ajudar como quisesse e usando aparatos federais. Bolsonaro apenas menosprezou o que chamou de “gripezinha” e “chuva”.
Tô pagando.
O presidente também afirmou que sua ação de combate – criticada internacionalmente – sempre foi preocupada com dois problemas: o vírus e o desemprego e ambos tinham que ser tratados responsavelmente. Apesar da retórica, ele nunca tratou as duas questões de forma parecida. Sobre o auxílio emergencial, Bolsonaro disse que rolou US$ 1000 – com o dólar a 5,44, ele inflou esse numerozinho em 30%.
Fala que eu te escuto.
Após Bolsonaro, o segundo a discursar foi Trump e aí a disputa EUA-China tomou o placo. O presidente americano culpou Pequim pela pandemia global e pediu que o país sofresse consequências e assumisse responsabilidade. Xi Jinping defendeu seu país dizendo que a resposta chinesa foi responsável e enquadrando o vírus como desafio de todos.

As folhas caem no quintal.
O outono chegou ao Hemisfério Norte e os EUA chegaram a mais um marco macabro sem precedentes: 200 mil mortos por Covid-19. Já são agora três estações com o novo coronavírus. Em maio, na primavera, Trump chegou a estimar que o vírus mataria umas 100 mil pessoas ao longo da pandemia, que afeta agora principalmente estados no Centro Oeste.
Influencers.
Jeff Bezos anunciou ontem as primeiras Academias Bezos – uma pré-escola gratuita para crianças de baixa renda – que serão lançadas a partir de outubro. Falando em pessoas influentes, Felipe Neto o presidente Bolsonaro são alguns dos integrantes da lista da Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Un ballo in maschera.
Terminando… com o teatro lotado e sem espaço para o distanciamento social, espectadores no Teatro Real de Madri se revoltaram e fizeram a ópera ser cancelada.
Car jam.
Para terminar, Michael Jordan criou uma nova equipe da Nascar.