
“A cena cultural continua viva.” – templo do techno, a super balada em Berlim, Berghain, reabre como galeria de arte na pandemia. Auf wiedersehen, techno.

Throwback Thursday
A notícia.
Fogo no Brasil: em meio a incêndios criminosos que devastam a Amazônia e o Pantanal, o VP Mourão diz ser hora de discutir garimpo em terra indígena.
Moendo os grãos.
Em repeteco do que aconteceu em 2019, incêndios tomam conta do país. Queimadas no Pantanal já aumentam 240% neste ano; em agosto o maior refúgio de araras azuis do mundo chegou a ser destruído. Na Amazônia, foi registrado em junho o maior número de incêndios dos últimos 13 anos. Nesse mês, eles se agravaram e ameaçam agora florestas intocadas. Ontem o ministro Salles soltou um video com imagens da Mata Atlântica ao negar fogo na Amazônia.
Enquanto isso.
Crise nos alimentos faz o Brasil relembrar a hiperinflação dos anos 1980. O arroz e feijão já acumulam alta de 20% só neste ano. Ontem, um dia depois de dizer que o governo não vai intervir e pedir “patriotismo” aos mercados para que abaixassem os preços – ignorando a lei da oferta e procura –, Bolsonaro zerou a tarifa de importação do arroz. Já o Ministério da Justiça surpreendeu e pediu aos mercados que expliquem o aumento. E o secretário de Guedes afirmou: “não cometeremos erros do passado,” sobre tabelar preços.
1, 2, feijão com arroz.
E os motivos pra essa alta recorde? Bom, o vice-presidente culpou o auxílio-moradia. Na verdade, alguns elementos que ajudam a explicar o aumento na cesta básica são: o dólar alto, maior consumo da China, e o período de entressafra.
Mercado livre.
Ontem o Carrefour limitou compra por clientes, já o Pão de Açúcar limitou a compra de tempero para arroz. Mercados recomendam trocar arroz por macarrão. Fica a dica.
This Continent is on Fire
A notícia.
Fogo nos EUA: novo livro revela que Trump minimizou de propósito a pandemia, mesmo sabendo dos riscos do novo vírus desde fevereiro.
Moendo os grãos.
“Isso mata, você respira o ar e é assim que passa,” disse o presidente a um dos mais renomados jornalistas americanos, Bob Woodward, em seu novo livro “Rage”, que garantiu que Trump fosse gravado enquanto respondia às perguntas. Trump chegou a afirmar a Woodward que o vírus era muito mais letal do que “a pior das gripes”. Ainda assim, não revelou a verdadeira ameaça aos americanos.
Esconde-esconde.
No mês seguinte, em março, Trump diz ao jornalista que, “eu sempre tento minimizar. Eu ainda gosto de minimizá-lo, pois não quero gerar pânico”. Trump sempre afirmou em público que não era preciso ter medo, lembrou que muitos morrem de gripe. No final de fevereiro, ele disse que tudo iria desaparecer “como milagre” e em poucos dias os casos cairiamnpara perto de zero.
Enquanto isso.
Incêndios históricos tomam conta da Costa Oeste. Comunidades inteiras estão ameaçadas na Califórnia e no Oregon, que ontem emitiram ordens de evacuação. O fogo assusta pelo recorde da “escala geográfica e intensidade,” afirmam cientistas da Universidade da Califórnia, que alertam sobre os riscos das mudanças climáticas. Apesar de comum nessa época do ano, fogaréu assim jamais foi visto e forçou pessoas a fugirem também nos estados de Washington e Idaho.

Novo (a)normal.
Ontem pelo segundo dia consecutivo, a França registou recorde no número de casos diários de coronavírus, ao passo que as infecções voltam a subir na Europa. São 8.500 novos casos confirmados na França, já a Holanda confirmou 1140 casos e Portugal, 664. Ontem a OMS disse que imunização contra a Covid-19 só estará concluída globalmente em 2022.
System of a down.
A Lava Jato acusou o filho do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de receber R$ 82 mil para influenciar decisões da corte. A denúncia é parte da ‘operação Sistema $’, autorizada pelo juiz carioca Marcelo Bretas, que investiga desvios de dinheiro por advogados através do Sistema S. Entre os alvos: advogados de Lula e o ex-advogado de Flávio Bolsonaro. Para juristas, a operação contra advogado do ex-presidente voltou a cometer ilegalidades.
Não era amor, era cilada.
O maior negócio da história do setor de luxo foi por água abaixo. Nove meses depois da LVMH Moët Hennesey Louis Vuitton anunciar a compra da Tiffany’s por US$ 16 bilhões, a LVMH voltou atrás e vai pôr um fim ao processo de aquisição por causa da ameaça americana de colocar tarifas em produtos franceses. A Tiffany vai processar a LVMH – dona da Dior e Givenchy– para forçá-la a realizar a compra bilionária.
Work, work, work, work.
Terminando… a realeza volta ao batente – mas George e Charlotte ainda continuam sem as atividades favoritas.
The dog days.
Para terminar, cães-robôs agora são parte da Força Aérea americana.
