
“Você é o que você bebe.” – Snoop Dogg agora tem a própria linha de vinho. Drink it like it’s hot.

Malandro É Malandro
A notícia.
O Rio tá de governador novo.
Moendo os grãos.
O final de semana começou quente no Rio. Nas primeiras horas de sexta, uma canetada do ministro do STJ, Benedito Gonçalves, afastou o governador Wilson Witzel do comando do estado – mas negou a prisão do agora governador afastado, que ainda não foi ouvido ou julgado. A decisão de Benedito aconteceu em meio à operação do Ministério Público e da PF.
Que operação é essa?
De acordo com o MP, uma organização criminosa no governo do Rio fraudou contratos e abasteceu uma “caixinha de propina”. A operação atingiu todo a cúpula do Executivo estadual, incluindo a própria primeira-dama e ainda o chefe do partido de Witzel (PSC) – que por muitos anos foi o partido do presidente Bolsonaro –, Pastor Everaldo, que até já “batizou” o presidente.
Mas afinal.
Justiça ou disputa política? Witzel é um dos principais desafetos do presidente e, apesar de novato, sempre deixou claro a pretensão de ser presidente. Em 2018, ele teve uma eleição surpreendente – muito graças a Bolsonaro, com quem se associou durante a disputa, mas os dois logo romperam. Bolsonaro ironizou o afastamento do rival político.
Desgraça pouca é bobagem.
Afastado, Witzel negou irregularidade e ainda viu o Supremo liberar o seu impeachment na Assembleia Legislativa do Rio. Nessa quinta, a Corte Especial do STJ vai avaliar a decisão que afastou Witzel.
Ready Or Not
A notícia.
Diferentes protestos e manifestações tomam conta do mundo.
Moendo os grãos.
Autoridades, prefeitos e governadores de todo o espectro político na Alemanha, da esquerda à direita, condenaram ontem a tentativa de invasão do parlamento alemão durante manifestação contra medidas restritivas do coronavírus. Simpatizantes do movimento, a maioria de extrema-direita, usando uma bandeira imperial, se descolaram dos protestos e tentaram invadir o Reichstag – o parlamento.
Já nos EUA.
As coisas voltaram a ficar tensas em Portland e uma pessoa foi morta, após membros de um grupo pró-Trump entrarem em confronto com manifestantes do Black Lives Matter. Ontem o prefeito acusou Trump de incitar o protesto violento e brigas entre trumpistas e BLMs. Nessa semana, Trump ainda se prepara para visitar Kenosha – palco de novos protestos antirracistas.
E na Bielorrússia.
Milhares de bielorrussos voltaram às ruas da ex-república soviética, considerada a “última ditadura da Europa”, para pedir a saída do presidente. Os manifestantes têm desafiado o toque de recolher e o presidente ameaça uma “resposta dura” do Exército.

Aquele abraço.
Com dez mil mortos em apenas 11 dias, o Brasil acaba de ultrapassar a marca de 120 mil óbitos por coronavírus. Mas para muitos, a pandemia já chegou ao fim. Ontem o Rio de Janeiro – que se fosse um país, seria o segundo em número de mortes per capita – teve um domingo de praias lotadas, o que ainda é proibido. Enquanto isso, reclamações de vizinhos em condomínios aumentaram 300% na quarentena.
Deixa queimar.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mirou no pé e acertou no peito. Ele anunciou que seriam suspensas operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal. Horas depois, o próprio vice-presidente disse que Salles se “precipitou”. Em tempo, o governo publicou nova portaria que obriga médicos a avisarem a polícia quando uma paciente pedir aborto por estupro.
Wakanda forever.
Aos 43 anos, morreu Chadwick Boseman, que lutava contra um câncer de cólon. O ator interpretou James Brown em Get on Up (2014) e Thurgood Marshall em Marshall (2017), mas foi com Pantera Negra, ao dar vida a King T’Challa, um herói negro, que Boseman se tornou uma grande estrela. Mais que isso, passou a representar esperança, orgulho e o empoderamento a milhares de negros. Para além dos personagens, sua humildade e brilhantismo o transformaram na própria personificação da dignidade do homem negro. Rest in power.
Em tempo, o tuíte da morte de Boseman é o mais curtido da história.
Treme treme.
Terminando… terremoto na Bahia.
Rain on me.
Para terminar, os vencedores do VMAs 2020.
