
“US$ 4.” – preço para você passar a noite na última Blockbuster do mundo, que virou Airbnb. Regras: rebobine a fita.

Been There, Done That
A notícia.
A fritura de Paulo Guedes segue o mesmo roteiro vivido por Moro.
Moendo os grãos.
O ministro da Economia deixou claro nessa semana que a maior dificuldade para implementar a sua agenda de ‘liberalismo econômico’ no governo é o próprio presidente. Pela primeira vez, desde sua aliança com Bolsonaro em 2017, ele deixou de lado os afagos, panos quentes, subiu o tom, e mandou o recado: o líder pode terminar em uma “zona sombria”, “zona de impeachment”.
Pra bom entendedor.
Guedes, que assumiu com suposta ‘carta branca’ – assim como o ex-ministro Sérgio Moro –, percebeu que sua agenda está virando pó. Um ano e meio após tomar posse como superministro, ele já perdeu quase metade de sua equipe. Pior: após a saída de dois importantes secretários nesta terça, outros dois já ameaçam abandonar o barco, aumentando o que o próprio Guedes chamou de “debandada”.
Cartas na mesa.
O mercado que comprou Bolsonaro como promessa ‘liberal’ na economia anda desanimado. Mas sempre soube que era aposta de alto risco. O próprio Guedes, ao emprestar a máscara de ‘liberal’ a Bolsonaro, criou toda uma teoria baseada na aliança dos liberais (na economia) com os conservadores, acreditando que domaria o chefe. Não rolou.
Baile de máscaras.
A máscara de liberal caiu por diversas vezes – desde a reforma da Previdência (ao tentar manter privilégios a classes específicas à intervenção no BB). Mas o fato é que partes importantes do governo – desde a ala militar, ala ideológica, e até filhos do presidente – querem distância do mecanismo criado no governo Temer, o tal teto de gastos. O próprio Bolsonaro, já de olho em 2022, quer se livrar das amarras. Hora de abrir o cofre.
Ou não?
Bolsonaro sabe que para ter o apoio da turma do dinheiro precisa de Guedes. Ainda que deixe claro que o ministro já não manda mais em nada, ontem à noite, ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, ele disse: “respeitamos o teto de gastos“. Até quando?

É oQ?
A perigosa conspiração do QAnon chegou ao Congresso americano e a empresária Marjorie Greene é a primeira deputada devota da teoria conspiratória. Ela venceu as primárias do Partido Republicano em distrito superconservador da Geórgia. De acordo com a conspiração de extrema-direita, que ganha força desde 2016, Trump luta arduamente contra forças do “deep state” (estado profundo) – de democratas a hollywoodianos – envolvidas em uma poderosa rede de pedofilia. O FBI classifica o QAnon como “potencial ameaça terrorista doméstica”.
A sogra.
A mãe de Michele Bolsonaro, internada há mais de um mês em hospital público do Distrito Federal, morreu de coronavírus. O Palácio do Planalto não comentou o falecimento. Mas o primo da primeira-dama lavou a roupa suja e publicou conversa, na qual acusa a esposa do presidente de não fazer nada pela própria avó; Michele então xinga o primo. Barraco. Já em SP, o governador João Doria foi diagnosticado com Covid-19.
Start spreading the news.
A galera tá vazando de NYC. Lojas e cadeias de restaurantes estão abandonando Nova York, onde as filiais estão com ainda mais dificuldades do que em outras cidades por causa da pandemia. Enquanto a Victoria’s Secret e a GAP mantêm lojas fechadas, outras não conseguem pagar os aluguéis carérrimos: “já não há razão para fazer business em NY”.
The show must go on.
Pela primeira vez, um show da Broadway vai estrear primeiro no Netflix do que nos palcos. A vida de Diana será exibida primeiro na telinha, já que a peça foi adiada para maio do próximo ano. Outros shows, como Hamilton, já foram parar no streaming, mas só depois de estrear perante uma plateia.
Billions.
Terminando… o tal ‘doleiro dos doleiros’ fechou delação com a Justiça do Rio e devolverá R$ 1 bilhão. Falando em muito dinheiro, US$ 1.400 é o preço do novo celular da Microsoft.
Under the sea.
Para terminar, o amigo de Bob Esponja vai ganhar o próprio show.