
“US$ 200 milhões.” – vai custar o filme espacial de Tom Cruise que já recebeu sinal verde da Universal só com uma reunião no Zoom, roteiro desconhecido. Baby, let’s Cruise away.

Alguma Coisa Acontece
A notícia.
A crise na Lava Jato chegou ao Supremo.
Moendo os grãos.
O juiz supremo Edson Fachin barrou ontem o chefe do Ministério Público, o procurador-geral Augusto Aras, de acessar dados sigilosos compilados pelos procuradores da Lava Jato. A decisão de Fachin revogou uma decisão anterior do presidente do Supremo, Dias Toffoli. Acontece que Fachin é o responsável pela Lava Jato no Supremo, mas como a corte estava de recesso, Toffoli tocava as coisas.
Climão.
A questão dos dados da Lava Jato se tornou um problemão com o procurador-geral de Bolsonaro. Aras e os procuradores da força tarefa agora vêm trocando socos. Semana passada, ele disse que é preciso “corrigir os rumos” da Lava Jato e que Curitiba mantém “caixa de segredos”. Cabe a Aras decidir até setembro se a operação liderada por Deltan Dallagnol terá a existência prorrogada.
Enquanto isso.
Bolsonaro, que já interferiu na autonomia da PF, no Coaf, e na Receita, parece agora ter escolhido a operação que levou seu principal rival à prisão. No Facebook, ele se defendeu das cítricas de relaxamento no combate à corrupção, dizendo que ninguém nunca fez mais do que ele.
Amigos do rei.
Já o ministro da Cidadania, ex-chief-of-staff, Onyx Lorenzoni, fez acordo com o procurador-geral, admitiu recebimento ilegal de dinheiro – o tal caixa 2 –, e aceitou pagar multa de R$ 189 mil para encerrar o processo.
Ainda sobre ministros.
O da Justiça, André Mendonca, decidiu ontem – após muita polêmica – trocar o diretor que fez dossiê secreto de opositores antifascistas do presidente Bolsonaro. O Ministério Público investiga a medida antidemocrática.
E se arrependimento matasse?
Procuradores da Lava Jato se dizem arrependidos do voto em Bolsonaro em 2018. Acontece.
TikTok on The Clock
A notícia.
Trump voltou atrás sobre proibir TikTok. Agora é questão de tempo até que a Microsoft compre o app chinês.
Moendo os grãos.
Enquanto o clima entre Washington e Pequim esquenta, e as discórdias crescem, o aplicativo favorito da geração Z – aqueles que nasceram após 1997 – é o mais novo capítulo da nova guerra fria. Após chamar, na semana passada, o app super popular de “ameaça à segurança nacional”, o presidente deu um prazo ontem para que o TikTok seja vendido – ou suma do país.
Tik tac.
Trump garantiu 45 dias à chinesa ByteDance para negociar com a Microsoft a venda das operações do TikTok nos EUA – onde há 100 milhões de usuários. É uma tentativa da ByteDance para que o aplicativo não seja banido. Já a Microsoft – conhecida pelos softwares e sistemas operacionais – passaria a ter controle sobre uma das redes sociais mais influentes da atualidade.
To infinity and beyond.
Não é só o TikTok que Trump pensa em banir. Para se ter ideia do que mais pode ser proibido, basta olhar para os 59 apps chineses já proibidos na Índia

Bang bang.
A Organização Mundial de Saúde disse ontem que “não existe bala de prata” contra a covid –mais de uma solução será necessária, e meio à rórida global pela vacina. Por sinal, os países ricos – como EUA e Japão – já garantiram 1,3 bilhão de doses de potenciais vacinas, o que preocupa sobre a distribuição a países pobres. Em tempo, Portugal não registrou nenhuma morte por covid desde março. E o Irã maquiou seus dados e tem três vezes mais mortos.
Por qué te vas?
Após acusações de corrupção, o ex-rei da Espanha deixou o país. Ele fez o anúncio por carta ao filho, o rei Felipe. Em meio à baixa popularidade, o monarca Juan Carlos, de 82 anos, abdicou justamente para que se seu filho assumisse, há seis anos. Em junho, a Suprema Corte abriu uma investigação. Ainda não se sabe onde será o exílio, mas ele já não está mais na Espanha.
Be kind?
Uma crise sem precedentes tomou conta de um dos talkshows mais populares dos EUA, líder de audiência, “Ellen DeGeneres Show” (NBC). Semana passada, Ellen – comediante, ex-atriz e uma das principais personalidades americanas – se desculpou, dizendo que estará mais atenta ao que rola nos bastidores de seu programa, e a WarnerMedia abriu investigação, em meio às acusações de um ambiente profissional racista, tóxico e propício ao assédio sexual. Executivos do show ainda são acusados de solicitar sexo oral.
A primeira vez a gente nunca esquece.
Pela primeira vez, uma espaçonave de uma empresa privada retornou à Terra. Dois meses após partirem da Florida, dois astronautas da NASA retornaram da Estação Espacial Intencional a bordo da Crew Dragon, nave da SpaceX, de Elon Musk. Nunca antes. Ainda sobre primeiras experiências, Dubai inaugurou a primeira planta nuclear do mundo árabe.
God save the queen.
Terminando… o afrofuturismo de “Black is King” continua a repercutir. Beyoncé agradou a uns (hey Adele) e desagradou a outros (hey Lilia Schwarcz).
Wine not?
Para terminar, o consumo de vinho subiu 72% na quarentena e atingiu recorde histórico no Brasil.
