
“110 pessoas.” – cientistas concluíram ser este o número mínimo necessário para colonizar Marte de forma viável. Alô, alô, marciano.

Bolsovírus
A notícia.
Bolsonaro agora é obrigado a usar máscara.
Moendo os grãos.
Um juiz em Brasília determinou ontem que o presidente utilize máscara de proteção nos espaços públicos da capital e nas áreas adjacentes do Distrito Federal. Bolsonaro sempre minimizou e ignorou os reais riscos do coronavírus. Logo no início da pandemia, ele falou em “fantasia” da mídia, chamou o vírus de “gripezinha” e tentou acalmar os brasileiros comentando sobre o seu ‘porte atlético’.
Nos últimos meses.
Ele causou diversas aglomerações, nunca praticou o distanciamento, tentou a todo momento sabotar medidas de isolamento dos governadores, colocou sob suspeita números estaduais, apagou dados oficiais, demitiu dois ministros da Saúde, andou de lancha, disse que não era coveiro, atacou a OMS, afirmou em live que não haveria nem perto de 800 mortos. E daí? São 52 mil mortos por Covid-19 no Brasil e mais de 1 milhão de casos.
Desafinados
A notícia.
Deputados, empresários e donos de site pró-governo atuavam em conjunto para propagar atos pró-ditadura.
Moendo os grãos.
É o que diz o inquérito sobre atos antidemocráticos que avança no Supremo. De acordo com a Procuradoria-Geral – o comando do Ministério Público –, parlamentares bolsonaristas usaram dinheiro público para alavancar manifestações que pedem fechamento do Congresso e do Supremo. A investigação aponta ainda que empresários bolsonaristas lucraram mais de R$ 150 mil com os atos contra as instituições.
Esse mesmo inquérito.
Foi o que levou a ‘guerreira bolsonarista’ Sara Winter à prisão e acabou com o acampamento do seu grupo de extrema-direita “300 do Brasil”. A jornalista Jessica de Almeida, por sinal, se infiltrou no grupo armado criado por Sara e acompanhou a fase inicial do acampamento. Ela diz ter se impressionado com o que viu.
Enquanto isso.
O caso Queiroz: nova operação fez buscas ontem em endereços em Minas Gerais para localizar a esposa de Queiroz, que está foragida. Já Flávio Bolsonaro, agora com novo advogado, mudou a estratégia de defesa e quer depor. No último ano, o senador pediu a suspensão da investigação diversas vezes.

Ele continua no meio de nós.
Enquanto o Reino Unido anunciou ontem nova fase de reabertura, na qual pubs, restaurantes, hotéis e salões voltarão a funcionar a partir do dia 4 de julho, a Coreia do Sul disse esperar uma segunda onda de coronavírus e voltará com as medidas de distanciamento. Israel também pensa em adotar um novo lockdown, e Portugal e Alemanha já estabeleceram novos lockdowns em partes específicas do país.
Abre a porta. Eu não abro não.
Meio milhão de estrangeiros serão afetados com a decisão de Trump de suspender vistos temporários aos EUA. O novo decreto tem validade até 31 de dezembro e inclui vários tipos de profissionais – desde funcionários de empresas de tecnologia a pesquisadores e aqueles com diploma universitário. Tais pessoas prejudicariam a perspectiva de trabalho dos americanos na recessão, argumenta Trump.
Guardiões da floresta.
Em mais um capítulo da pressão internacional contra a destruição da Amazônia, que em 2019 chegou ao maior nível dos últimos 10 anos, investidores trilionários soltaram carta na qual alertam sobre o “desmonte” das proteções ambientais no Brasil e ameaçam sair do país. Em tempo, ontem na feira de tecnologia da Febraban (Federação de Bancos), o presidente do Itaú afirmou que, “incêndios na Amazônia estão 60% maiores, precisamos nos mover contra isso”.
Balança coqueiro.
Um terremoto de magnitude 7,4 deixou, pelo menos, quatro mortos no México. O epicentro foi no estado de Oaxaca, mas os tremores foram sentidos também na Cidade do México, e os EUA emitiram alerta de tsunami para as costas de países da América Central, incluindo Guatemala, Honduras e El Salvador.
Put a ring on it.
Terminando… A NBA testará um anel para rastrear coronavírus. Ainda nos esportes, Novak Djokovic pegou Covid-19 – isso depois de organizar um torneio sem medidas sanitárias.
Extreme Makeover.
Para terminar, mais uma pintura espanhola que virou piada depois da ‘restauração’.