
“Ele não tem amigos em L.A.” – príncipe Harry anda solitário em Los Angeles. I don’t drink coffee, I take tea, my dear.

O Show Tem de Continuar
A notícia.
Enquanto as mortes por Covid-19 aumentam, Bolsonaro insiste na briga com os governadores.
Moendo os grãos.
O Brasil vem subindo no macabro ranking dos países com maior número de mortes por coronavírus. Somos o sexto – e tudo indica que romperemos esse recorde. Mas o presidente, que parece não saber o que fazer em meio à crise sanitária, economia (e ainda a crise política criada exclusivamente por ele), repete o mesmo mantra desde iniciada a crise: a economia tem de reabrir.
Nisso todos concordam.
Mas quando? O mundo passa por uma pandemia e há consenso científico de que a reabertura do comércio deveria acontecer após o controle mínimo do vírus, já que o isolamento social achata a curva e diminui o número de mortos. Quatro países, no entanto, nunca levaram a sério nada disso: Turcomenistão, Bielorrússia, Nicarágua e Brasil. Por aqui, o presidente ora fala em “gripezinha”, ora em “cloroquina”, ora em “isolamento vertical”, mas o seu governo nunca propôs ou apresentou um plano federal.
Sem rumo, sem capitão.
Enquanto diferentes países começam a detectar queda no número de mortes e apresentar gradativamente planos de relaxamento das quarentenas, com diferentes fases, o presidente do Brasil apenas grita “Brasil não pode parar” e joga a total responsabilidade (das mortes e da economia) sobre os governadores. Detalhe: diferentemente de NYC e Europa, por aqui a curva é crescente e não decrescente.
Farinha pouca.
Meu pirão primeiro. Ontem em uma reunião virtual com empresários, Bolsonaro acusou o presidente da Câmara de “afundar a economia” propositalmente para prejudicá-lo. Na mesma reunião, o presidente ainda convocou os empresários para “jogar pesado” contra o governador de São Paulo, João Doria, que afirmou que Bolsonaro despreza vidas humanas. O Brasil soma agora 14 mil mortes e 200 mil casos de coronavírus.
Cansei!
A taxa de isolamento encontra-se abaixo de 50% em todos os estados; veja no seu estado.

Vem pra rua.
A polícia britânica vai coibir os protestos anti-isolamento marcados para esse final de semana no Reino Unido. Apesar do afrouxamento da quarentena, o governo ainda mantém vigentes várias medidas de distanciamento social, como proibição de aglomeração. A polícia ainda não identificou os organizadores das manifestações, mas diz que a extrema-direita as alimenta, em meio a ideias de “farsa do Covid”.
MP do ‘E Daí’?
Bolsonaro assinou ontem uma Medida Provisória que perdoa as autoridades por erros que venham a cometer no combate à pandemia. Medidas Provisórias são decretos presidenciais que valem por alguns meses, antes da apreciação do Congresso. O Ministério Público diz que a nova lei estimula a “pandemia de mal-intencionados”. Para quem se lembra do tal ‘excludente de ilicitude’, defendido por Bolsonaro, que isentava de punição policiais que atirassem “por excessiva emoção”, este é o ‘excludente da Covid-19’.
Amo muito tudo isso.
Em meio ao afrouxamento do isolamento em alguns estados americanos, o McDonald’s se prepara para reabrir globalmente e nada será como antes. Quando for possível entrar novamente em uma loja do Mc, adesivos estamparão o chão lembrando a galera de manter o distanciamento, o bar para refil já não existirá, e os funcionários usarão mascaras.
F– you very, very much.
Terminando, Jonah Hill ultrapassou Samuel L Jackson como ator que mais xingou em filmes.
Inhale, exhale.
Para terminar, patinete elétrico inflável que cabe na mochila já é realidade.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e motinhas elétricas e infláveis pra espresso@espressonoticia.com. br
Happy quarantine Friday.