
“Minha madrasta viria…” – a filha Scout Willis explicou por que Bruce Willis e a ex Demi Moore estão em quarentena juntos. I see dead people

Pandemônio
A notícia.
No dia em que o novo ministro da Saúde fez a primeira coletiva, o ministro de Relação Exteriores alertou sobre um ‘plano comunista’.
Moendo os grãos.
Cinco dias após tomar posse, Nelson Teich falou aos jornalistas ontem e confirmou que um militar será o número 2 da pasta. O general Eduardo Pazzelou havia desembarcado em Brasília dias antes da demissão de Mandetta. O ministro disse estudar um plano de saída da quarentena e, ignorando as subnotificações no país, afirmou que o Brasil tem o “melhor” desempenho contra a Covid-19.
The best.
Médicos e técnicos criticaram a comparação, pois faltam testes por aqui. De acordo com Teich, o Brasil tem 8.71 mortos por milhão; a Alemanha tem 15, a Itália, 135. Mas os números usados pelo próprio ministério contam outra história: Alemanha tem 63 mortos por milhão, a Itália tem 435, o Brasil, 14. Ainda assim os dados estaduais não batem: Amazonas (45 por milhão), Pernambuco (24), Rio de Janeiro (23), SP (23) e Ceará (22). Procurado, o ministro não informou a fonte.
Comunavírus.
E enquanto o governo diz preparar um super plano de retomada do crescimento, o chanceler está ocupado desvendando a grande trama “globalista” por trás da pandemia, na qual ‘organizações internacionais’ como a OMS estariam engendrando o primeiro passo em direção ao “pesadelo comunista”. O ministro aproveitou para criticar o que chamou de “cientificismo”, “climatismo” e “imigracionismo”.
Em tempo.
O Supremo deu cinco dias para que Bolsonaro explique quais ações a presidência vem tomando no combate à pandemia do coronavírus. A ação foi movida pelo PT, que alegou “postura omissiva” do governo.
Enquanto isso.
Com três mil mortos no país, estados se preparam para relaxar a quarentena. Ontem SP apresentou o plano de maio, que incluirá a divisão do estado em zonas de risco. No Rio, o governador Witzel discute hoje um plano que reabriria shoppings e comércio de rua, com limite de pessoas e horários alternados. O Rio tem um novo caso de Covid-19 a cada 4 minutos.
Inhale, Exhale
A notícia.
O mundo pós-pandemia será de mais ansiedade, stress e medo.
Moendo os grãos.
O que vai acontecer? Serei contagiado? Terei trabalho? Voltarei a ver minha mãe? São perguntas assim que a psicóloga Sara Liébana mais ouve em uma linha de telefone disponibilizado pelo Ministério da Saúde da Espanha, segundo país europeu mais afetado. O mundo não será mais o mesmo e as pessoas também não. A OMS estima que o número de pessoas com problemas psicológicos dobre nos próximos anos.
Do you mind?
“Não se enganem, esse vírus nos acompanhará por um longo tempo,” disse o chefe da OMS ontem, ao lembrar que o distanciamento social é a melhor medida nesse momento, ainda que ele entenda as dificuldades do isolamento. A organização prevê que uma em cada cinco pessoas terão disturbios mentais – mais que o dobro do usual. Não tá fácil. Uma pesquisa na revista Lancet mostra que o confinamento nos deixou mais desanimados (acontece com 73%) e irritadiças (57%).
Enquanto isso.
Pelo menos 25 mil pessoas a mais morreram durante a pandemia no último mês, de acordo com pesquisa do New York Times. A maioria dos países registram apenas os óbitos dentro do hospital. Ao analisar 11 países, o NYT chega a uma contagem bem maior do que o total apontado nos relatórios oficiais.
Oficialmente.
O mundo tem agora mais de 2.6 milhões de casos de Covid-19 e 182 mil mortes.

Song of the South.
A linha do tempo do vírus foi reescrita nos EUA: as primeiras mortes ocorreram antes do que se pensava. Enquanto isso, em meio a muita polarização, o Sul começa a reabrir. A Geórgia se torna amanhã o primeiro estado a liberar as academias. Seguindo orientações da Casa Branca, outros estados conservadores como Tennessee e Louisiana também já voltam à “nova normalidade” na próxima semana. O governador de NY, Andrew Cuomo, disse ontem que não deixará a pressão política ditar a reabertura da economia. Os EUA têm mais de 45 mil mortos.
Breaking news.
Pelo segundo ano seguido, Brasil caiu no ranking de liberdade de imprensa. Entre 180 países, estamos em 107o, atrás de Angola (106) Montenegro (105) e Moçambique (104). O relatório diz que o ambiente hostil ao jornalismo alimentado por figuras públicas como o presidente contribui para um cenário de deterioração em toda a América Latina. Ano passado, 10 jornalistas foram assassinados no México, que aparece em 143o.
Think local, act local.
De hotel-bolha a restaurantes com biombos na Espanha, assim serão os negócios pós-confinamento. Diferentemente de Alemanha e Noruega, que preparam a reabertura de alguns setores, a Espanha ainda continuará fechada por mais semanas. Falando em restaurantes (com ou sem biombo), a associação de restaurantes dos EUA prevê perda de US$ 240 bilhões até o fim do ano. Mas nem tudo é perda na pandemia, o delivery de comida de produtores locais explodiu.
Cheguei chegando.
Terminando… “Covid-19” entrou no dicionário em apenas seis semanas. A adição feita pelo Merriam-Webster aconteceu em tempo recorde, já que o processo normalmente dura três anos ou mais.
I’m virus-proof, baby.
Para terminar, Birkins continuam existindo como se nada tivesse acontecido. A pandemia não alterou a demanda pela bolsa Hermès de US$ 10 mil*.
*Mínimo.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, Birkins, e conselhos para lidar com a ansiedade pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma quinta-feira agradável. Até amanhã.
