
“Somos criaturas sociais.” – pesquisadora do MIT explica por que as pessoas estão realmente se apegando aos seus aspiradores-de-pô-robôs. Quem nunca?

Following The Leader
A notícia.
Contra orientação de seu próprio Ministério da Saúde, o presidente foi às ruas em Brasília. Após o passeio, o Twitter excluiu, pela primeira vez, posts de Bolsonaro.
Moendo os grãos.
No século 21, teorias negacionistas sobre fatos históricos ganham força. Vão desde a negação do Holocausto ao terraplanismo e com a pandemia do novo coronavírus surge também a negação da mesma. Se este movimento tem um líder no mundo, é o presidente Jair Bolsonaro. Trump nunca criticou a resposta de Bolsonaro à pandemia, mas o americano nunca nem chegou perto de fazer o que Bolsonaro vem fazendo.
Domingo ele vai.
Ontem mesmo o presidente deixou o Palácio do Alvorada para uma volta “aleatória” – como ele definiu – pelos subúrbios de Brasília. A simples presença do presidente causou aglomerações – isso menos de 24 horas depois do seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pregar à favor do isolamento social – algo que vem sendo questionado pelo presidente.
Sinais trocados.
O próprio ministro da Saúde mudou o tom e criticou o que chamou de “quarentenas precipitadas” – um dia depois do presidente fazer o pronunciamento contra recomendações de isolamento da comunidade médica. Mandetta foi além e criticou a “sordidez” da mídia que veicula manchetes negativas – “pois vendem” –, mas, de acordo com o ministro, não divulga notícias boas. Se é que tem notícia boa em plena pandemia.
Entre tapas e beijos.
Mas ainda que tente agradar o chefe, a relação entre os dois parece bem mais complicada. No sábado, Mandetta, que é médico por formação, teve uma conversa tensa com o chefe; disse que a pandemia não é “gripezinha” e perguntou ao presidente se ele está disposto a ver “caminhões do Exército transportando corpos”. Ui. Fez então um apelo para que Bolsonaro crie um pacto entre Estados, prefeituras e União.
Acreditou?
Ontem o líder da nação já estava nas ruas. Lembrando que dois dias depois do polêmico pronunciamento, o governo já havia criado a campanha publicitária “O Brasil Não Pode Parar” – que foi feita sem licitação, custou R$ 4,8 milhões aos cofres públicos, mas terminou suspensa no sábado por ordem da Justiça.
Enquanto isso.
São agora 136 mortos em 12 estados pelo novo coronavírus no Brasil. Ontem aconteceram as primeiras mortes no Maranhão, Rio Grande do Norte, DF e Bahia (onde a vítima fez uso da cloroquina, medicamento propagandeado por Bolsonaro). SP tem o maior número de mortos e registra 6 vezes mais mortes por COVID-19 do que a China nos 13 primeiros dias. Complicado.
Mais cafeína, por favor.
Após ignorar seu ministro, em meio ao giro em Brasília, Bolsonaro disse ter vontade de baixar um decreto presidencial para a população poder voltar a trabalhar. Governadores reagiram.
Relembrar é Viver
Sinais de 100 anos atrás.
Na última grande pandemia, em 1918, quando a gripe espanhola atingiu o mundo, foi justamente o distanciamento social que contribuiu para uma recuperação econômica mais rápida. Um estudo sobre os efeitos da epidemia de um século atrás mostra que medidas de isolamento foram essenciais não só para preservar mortes, mas também para amenizar os impactos sobre a economia.

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Contrariando seus instintos mais profundos, o presidente americano, que já tinha dito que abriria o comércio do país a partir da Páscoa, voltou atrás e estendeu as medidas de isolamento nos EUA até o dia 30 de abril. Os casos nos EUA – novo epicentro do COVID-19 no mundo – já ultrapassam os 135 mil e a mortes em Nova York explodiram. De acordo com estimativas oficias, o saldo de mortos nos EUA pode atingir 200 mil. Tenso.
Confinados.
Sobre personalidades em tempos de quarentena: veja como a peste bubônica aparece nas peças de Shakespeare. Já Neymar causou polêmica na Espanha, após desrespeitar o isolamento jogando futevôlei.
Bon appétit.
Terminando…com seus restaurantes fechados, os principais chefs do mundo têm se conectado virtualmente com os fregueses.
Stay home.
Para terminar, essa máquina de waffle transforma massa em ‘peças de Lego’. Por que empilhar tijolinhos encharcados de syrup é necessário numa pandemia.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e receitinhas para a quarentena pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma segunda produtiva, na medida do possível. Até amanhã.