
“Encheção de linguiça.” – Anitta não gostou da nova temporada de ‘La Casa de Papel’. Ciao, ciao, ciao.

Balança, Mas Não Cai
A notícia.
Apesar de Bolsonaro, Mandetta continua no cargo e pede paz: “limparam até as minhas gavetas”.
Moendo os grãos.
Após eterna fritura, Bolsonaro parece não ter força para demitir o seu desafeto do momento, o ministro da Saúde, que sofre cabeçadas, há semanas, e já foi ameaçado pelo presidente. No domingo, em (in)direta a Mandetta, Bolsonaro disse que não teria medo de “usar a caneta” contra ministros que viraram “estrelas”. Antes ele já havia sugerido “humildade” ao ministro.
Fogo.
Mandetta chegou a telefonar para colegas, incluindo o chefe da Casa Civil, o general Braga Netto, e disse que ele não aceitaria o tom de ameaça da Presidência. Em meio a um decreto de exoneração de Mandetta que já estaria pronto, a pressão sobre Bolsonaro cresceu ao longo do dia e envolveu diversas frentes, incluindo os próprios militares:
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Generais como Braga Netto e Fernando Azevedo, ministro da Defesa, alertaram Bolsonaro de que ele perderia apoio popular e político ao demitir um ministro que cumpre orientação da comunidade médica.
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Parlamentares avisaram que Mandetta tinha apoio do Legislativo. O presidente do Senado ligou para o ministro da secretaria do governo e disse que a relação com o Parlamento “ficaria muito difícil”.
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No Judiciário, dois ministros do Supremo falaram que não havia liderança política no país. O presidente do STF fez chegar ao Palácio do Planalto que a demissão seria “mal recebida” na sociedade.
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Nas redes sociais, posts em apoio Mandetta pipocaram. Alguns panelaços foram ouvidos e 150 servidores da Saúde ameaçaram se demitir se Mandetta fosse mandado embora.
Dia do fico.
Após um dos dias mais tensos desde que começou a crise do coronavírus – com direito a emergência sanitária, brigas do presidente com governadores, e guerra interna no próprio Planalto –, o ministro da Saude fez uma coletiva, na qual mostrou que, em se tratando de pandemia de COVID-19, Bolsonaro já não manda – pelo menos, por enquanto. De acordo com Mandetta, o governo se reposicionou.
Daqui eu não saio.
“O inimigo tem nome e sobrenome: COVID-19,” disse o ministro da Saúde ao pedir, em alto e bom som, “condições para trabalhar”. Lamentou que a semana tenha se iniciado com “mais um solavanco” e pediu “paz” para – de novo – trabalhar. E falou que a ‘Saúde e a Ciência encontrarão as soluções’.
Fica a dica.
A contragosto do chefe, o minsitro ainda afirmou que as quarentenas têm de ser reforçadas: “o que vem sendo feito não é quarentena… lockdown é muito mais duro,” disse o ministro. Veja o total de mortos no Brasil.
The Corona War
A notícia.
A Europa começa a imaginar um futuro sem quarentenas, enquanto os EUA se preparam para semana decisiva.
Moendo os grãos.
A Áustria se tornou ontem o primeiro país europeu a anunciar que começa a pensar em diminuir as medidas de isolamento social: “a ideia é, a partir de 13 de abril, abrir pequenas lojas sob condições estritas”. De acordo, com o plano austríaco, lojas maiores começariam a abrir em 1o de maio e hotéis, e restaurantes voltariam a operar em meados de maio. A ver.
Eurotrip.
A Dinamarca também falou sobre planos de reabrir escolas a partir de 15 de abril – se a situação se mantiver estável. A Alemanha, que registrou queda no número de casos quarto dia seguido, continua intrigando pela baixa taxa de letalidade (1500 vítimas). Berlim planeja pôr fim à quarentena no dia 19 de abril – mas com medidas como uso de máscara e quantidade máxima de gente reunida.
Sitting, waiting, wishing.
Quem também viu queda no saldo diário de mortos foi a Espanha, o segundo país com mais mortes (são 13 mil vítimas), atrás apenas da Itália (16 mil mortes). E a Itália registrou mais mortes do que o dia anterior, mas a taxa de novos infectados vem diminuindo. Roma diz que os próximo meses serão difíceis: “teremos que criar condições para conviver com o vírus.”

Bloody hell.
Dez dias após ser diagnosticado com o novo coronavírus, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi parar na UTI por piora em seu quadro. No domingo, o chefe de governo britânico já havia sido internado para exames, em meio à “persistência de seus sintomas”. De acordo com fontes do Guardian, o premiê está mais doente do que o governo gostaria de admitir.
Sushi e álcool gel.
Japão declarou emergência hoje em 9 regiões, incluindo Tóquio. Sobre outros países asiáticos, a Embaixada da China pediu retratação ao Brasil depois que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou a Turma da Mônica para um post “racista” no Twitter com insinuações de que a China se beneficiou com a pandemia e de que o vírus foi criado em laboratório – ambas são mentiras. Na publicação, o ministro trocou as letras ‘R’ por ‘L’, como faz Cebolinha.
Fica em casa.
O governo de SP prorrogou a quarentena até o dia 22 de abril. Inicialmente marcado para terminar hoje, João Doria entendeu que, mesmo com as medidas de distanciamento, 110 mil paulistanos devem morrer de COVID-19 e o isolamento não pode ser afrouxado. Ao lado do principal infectologista do país, Dr. David Uip, Doria também informou que a PM poderá agir para manter o isolamento.
An apple a day.
Terminando… A Apple produzirá máscaras para a comunidade médica, informou Tim Cook. Será uma média de um milhão de proteções faciais por semana.
Ou some ou soma.
Para terminar, Jorge & Matheus. A live da dupla causou discórdia no palácio presidencial. Ui.
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Uma terça plena. Até amanhã.
