
“Demanda crescente.” – na Universidade de Southern California, alunos já podem estudar para a profissão de influencer digital. Ok, Boomer?

Guerra ao Vírus
A notícia.
Morre o primeiro brasileiro por COVID-19, Rio e São Paulo decretam estado de emergência, Ministério da Economia reconhece ‘calamidade pública’.
Moendo os grãos.
O porteiro aposentado de 62 anos, hipertenso e diabético, morreu na capital paulista. Ele começou a se sentir mal na terça-feira passada, dia 10, e foi internado no dia 14. Mas não estava na lista de casos confirmados e morreu apenas seis dias depois dos primeiros sintomas. Os seus parentes não foram testados. Em Niterói, tudo indica uma segunda mortepor COVID-19; mas autoridades ainda aguardam um laudo.
Ele está no meio de nós.
O Brasil tem quase 9 mil casos suspeitos e 300 infectados pelo COVID-29. Na cidade do Rio, há um mapa por bairro dos 29 casos. De acordo com modelos, os números de mortos vão aumentar e cerca de 15% dos pacientes devem ser hospitalizados – taxa muito maior do que média usual. O ministro de Saúde diz que o pico de casos será até junho. Ontem o ministério da Justiça formalizou uma lei que torna a quarentena compulsória pra quem estiver com coronavírus.
Tô nem aí, tô nem aí.
Mas em meio a deputados e senadores com coronavírus, o presidente, que fez um segundo teste ontem, voltou a falar em “histeria” e que não vai cancelar “festinha”de aniversário planejada para o dia 21, quando fará 65 anos: “a vida continua”. Ele ainda disse que as ações dos governadores prejudicam a economia. Por duas vezes, ele chamou a doença de “coronovírus”.
Enquanto isso.
Os panelaços voltaram. Isso no dia em que chegou à Câmara o primeiro pedido de impeachment de Bolsonaro. E o ministro da Saúde teve de se explicar ao presidente, depois de uma reunião para discutir coronavírus com o presidente do Supremo e presidente do Senado. Tem gente no palácio que acha que o ministro vem ofuscando o brilho de Bolsonaro.
Assim como o presidente.
Quem também não leva muito a sério essa coisa de corona, é o empresário Claudio Henrique do Vale, que mesmo depois de testar positivo para COVID-19, e receber a recomendação de ficar em casa, pegou um jatinho e foi passear em Trancoso.
Mas há quem leve a sério.
Empresas como Ambev produzirá álcool gel para doar a hospitais públicos. E o distanciamento social anda em alta; muitos têm adotado a quarentena pessoal. Claro que ficar em casa e ativar o ‘home office’ é bem mas fácil para aglumas profissões. Veja quais empregos estão mais expostos ao coronavírus. Estas são dicas para home-office.
Música: sanidade mental.
Na semana em que, pela primeira vez, não houve estreias nos cinemas, O Globo lançou um festival musical online para enfrentar o isolamento. Nomes como Adriana Calcanhoto e Duda Beat, ao vivo, de segunda à sexta.
It’s a Wild World
A notícia.
Pela primeira vez, a União Europeia está com as fronteiras trancadas. Na Austrália, medidas de contenção podem durar seis meses.
Moendo os grãos.
Nos EUA, Trump continua sua transformação de negador da gravidade do coronavírus em reconhecedor da importância de medidas governamentais para reduzir a velocidade dos casos de COVID-19 no país. Ontem foi apresentando um plano de US$ 850 bilhões em estímulos, que inclui coisas como enviar cheques diretamente aos americanos em casa (quem diria); uma discussão política que ganha corpo no mundo. No pior cenário, o desemprego pode bater 20% nos EUA.
From sea to shining sea.
O coronavírus já encontra-se em todos os 50 estados americanos. O prefeito de NYC pediu ontem que a galera se prepare pra um “shelter in place” ou algo como ‘abrigo in loco’. Traduzindo: um isolamento nos moldes do da Itália com a diferença de não ser preso ao sair de casa. Enquanto isso, o mundo vem aprendendo a viver online: Zoom é o aplicativo mais baixado em tempos de coronavírus. E agora fazer festa é no House Party.
Sobre distância social.
A Eurocopa foi adiada para 2021.

I won Miami, bitch.
Na terceira Superterça desse ano eleitoral, Joe Biden, mais uma vez, voltou a esmagar Bernie Sanders. Não foi uma Super Tuesday como no início de março, quando 14 estados fizeram primárias de uma só vez. Ontem foram apenas três estados, mas entre eles estava a Flórida – um estado grande e importante, que ora vota democrata, ora republicano.
Giselle, ma belle.
Após 20 anos, e seis títulos, Tom Brady vai deixar o New England Patriots.
Hey Mister DJ.
Para terminar, Quarantunes.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e apps para a quarentena pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma quarta-feira produtiva, na medida do possível. Até amanhã.
