
“Ralo desde os 12.” – Jojo Todynho quer se aposentar aos 25 anos. Que tiro foi esse?

I’m in Miami, Bitch
A notícia.
Bolsonaro jantou com Trump em seu resort na Flórida.
Moendo os grãos.
Em Mar-a-Lago, o resort que Trump tem em Palm Beach, chamada de ‘Casa Branca de inverno’, os presidentes do Brasil e dos EUA trocaram elogios e afagos antes do jantarzinho de sábado. Na mesa, Trump tinha ao seu lado a filha Ivanka, o genro Jared Kushner, além do advogado pessoal Rudy Giulianni, já Bolsonaro estava também com o filho Eduardo, o chanceler Ernesto Araújo, além do ministro Augusto Heleno.
Soy loko por ti, América.
Essa é a terceira viagem de Bolsonaro aos EUA em menos de um ano. Durante o jantar, Trump disse que Bolsonaro faz um trabalho maravilhoso e que o brasileiro é um grande amigo. Bolsonaro agradeceu e disse ser “muito bom contar com um relacionamento de direita”. Giuliani postou no Twitter que “Bolsonaro é um herói que trabalha para livrar o Brasil da corrupção e que a imprensa esquerdista, assim como nos EUA, se recusa a reconhecer”.
Meu passado me condena.
Ontem o presidente almoçou numa churrascaria em Miami e foi atendido por um garçom que votou em Haddad. O garçom disse que posição política não atrapalha seu trabalho e tirou foto com Bolsonaro.
Epidemia
A notícia.
Mais de 290 milhões de crianças de 24 países estão sem aulas por causa do coronavírus.
Moendo os grãos.
Nos EUA, repórteres do New York Times reconstruíram as últimas semanas do governo Trump em sua tentativa de conter o novo vírus e descobriram “um longo debate interno sobre até que ponto contar toda a verdade ao povo americano”. Enquanto médicos e cientistas soaram o alarme tempos atrás, Trump – que sempre associou sua popularidade à bolsa de valores – tentou diminuir os riscos com medo de contaminar as bolsas, que estão cada dia mais nervosas.
Vou dar a volta no mundo.
Na China, as polêmicas quarentenas de cidades inteiras aparentemente diminuíram a propagação do COVID-19, mas ao custo alto das liberdades e qualidade de vida. E na medida mais drástica fora da China, a Itália fechou toda a região norte, a Lombardia, a mais rica e motor econômico do país. Mais de 16 milhões de italianos estão isolados; trens de Milão pra Roma não rodam mais.
Aperte os cintos.
Nenhuma indústria foi mais impactada até agora do que a indústria das viagens. O COVID-19 vem batendo com força na aviação e as companhias aéreas devem perder cerca de US$ 113 bilhões de receita esse ano. O gasto global com viagens deve diminuir 37% em 2020, ou seja, um custo de US$ 46 bilhões por mês.
No Brasil.
Em meio a sarampo e dengue, subiu para 25 o total de casos de coronavírus. Bahia, Minas e Alagoas confirmaram os primeiros casos; São Paulo tem o maior número de infectados. Bolsonaro gravou um pronunciamento pra acalmar a galera. Os casos suspeitos passam de 800 no país, mas ainda não atingiu o SUS. São agora 80 países e mais de 100 mil infectados no mundo – 80 mil só na China.
Em meio a histeria.
Os apertos de mão agora são coisa do passado. Pare também de tocar o seu rosto e, claro, lave as mãos (por 30 segundos). Não esqueça o álcool gel.

Óleos nos óleos, quero ver o que você diz.
A segunda-feira já é de caos nas bolsas, não só por causa do coronavírus mas graças também ao anúncio da Arábia Saudita, maior produtor de petróleo do mundo, de que vai aumentar sua produção de óleo, inundando os mercados com petróleo, forçando preço pra baixo e iniciando uma guerra de preços. O petróleo abriu hoje em queda de 30%, o maior tombo desde a Guerra do Golfo, em 1990. O dólar passou de R$ 4,80.
Just can’t wait to be king.
O líder de fato da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, chocou o país e causou calafrios na família real ao mandar prender quatro membros da realeza, incluindo um príncipe. A medida em uma família imensa e cheia de grupinhos deu a entender que o príncipe se prepara pra tomar o lugar de seu pai, o rei Salman, de 84 anos. Depois do assassinato do jornalista Jammal Khashoggi, não há por que duvidar de nada.
(Demo)cracia.
Em Boa Vista, Bolsonaro chamou a população para participar das manifestações anti-Congresso organizadas para o dia 15. De acordo com ele, a manifestação não é anti-Congresso, ainda que a tônica seja essencialmente essa. Após o novo incentivo de Bolsonaro, o Congresso agora prepara reação contra o presidente. Da Centauro ao Madero, veja empresas que apoiam os polêmicos atos no dia 15 de março.
Faça você mesmo.
Terminando… um brasileiro construiu o seu próprio avião e pilotou de Wisconsin até o Rio – a viagem durou 11 dias.
Bolsa de valores.
Para terminar, uma bolsa Hermès é um melhor investimento do que arte.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e bolsas Hermès pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma segunda-feira produtiva. Até amanhã.
