
“Complicado.” – alguém encheu um poço na Índia com álcool e agora tem cerveja saindo das torneiras. O que parece milagre se tornou inferno. Blame it on the alcohol.

Valeu. Foi Bom. Adeus
A notícia.
O ex-PM e ex-capitão do Bope, investigado no assassinato de Marielle, foi morto pela polícia na Bahia.
Moendo os grãos.
Um dos criminosos mais procurados do Rio, foragido há mais de um ano, Adriano Nóbrega, miliciano que tinha ligação com o clã Bolsonaro, foi morto depois de um tiroteio com a PM da Bahia. Ao ser surpreendido pela ação policial, que contou com um helicóptero, Adriano atirou e foi morto. Ele estava escondido no sítio de vereador do PSL na zona rural da Bahia.
A grande família.
O ex-militar é considerado pelo Ministério Público o chefe do ‘Escritório do Crime’, uma milícia em Rio das Pedras, Rio, que teria envolvimento com a execução da vereadora Marielle Franco. O ex-capitão da PM, por sinal, teve a sua mãe e a irmã empregadas pelo gabinete do filho do presidente, Flávio Bolsonaro, por 10 anos. No passado, quando já havia sido preso por homicídio, ele chegou a ser homenageado por Flávio na Alerj (Assembleia do Rio).
Memórias Póstumas de Rondônia
A notícia.
O presidente do Supremo chamou a censura de livros como Macunaíma e Os Sertões em Rondônia de “absolutamente inacreditável”.
Moendo os grãos.
O presidente do Judiciário, Dias Toffoli, afirmou ainda que “se um caso desse chegar ao STF, cai na mesma hora”. Quinta passada, veio à tona um documento do governo ultradireitista do Coronel Marcos Rocha (PSL) que pedia o recolhimento de 43 clássicos da literatura brasileira e internacional, obras que iam desde Machado de Assis e Euclides da Cunha a Edgard Alan Poe e Franz Kafka.
The book is on the table?
A alegação do governador de Rondônia para que dezenas de livros fossem recolhidos de bibliotecas e escolas é de que “as obras continham conteúdo inadequado para crianças e adolescentes”. Após o Estadão revelar o caso e pedir explicações ao governador, o governo estadual primeiramente tentou negar o acontecido e depois mandou “abortar” a operação.
Afasta de mim esse cálice.
Casos de censura multiplicam-se. No ano passado, o prefeito do Rio, e bispo licenciado, Marcelo Crivella, mandou recolher da Bienal de Livros um gibi que trazia um beijo homossexual. Houve ainda uma decisão da Justiça para que um especial de Natal do Porta dos Fundos fosse retirado da Netflix por insinuar que Jesus Cristo teve um relacionamento gay.
Em tempo.
Artistas e intelectuais lançaram, no final de semana, um manifesto internacional contra censura no governo Bolsonaro.
Para-para-parasite
A notícia.
“Parasita” faz história, mostra que o Oscar mudou – ou tenta mudar – e se torna o primeiro filme de língua não-inglesa a ganhar a estatueta de melhor filme.
Moendo os grãos.
Em uma noite com Janelle Monáe, Elton John e memes de Billie Eilish, mas sem apresentador (pelo segundo ano consecutivo), “Parasita” levou 4 Oscars, incluindo o principal prêmio da noite. Cinco anos depois do #OscarsSoWhite, o filme sul-coreano ainda levou melhor roteiro original, ao desbancar novamente “1917”; melhor filme estrangeiro; e melhor diretor pra Bong Joon-ho, que reverenciou Martin Scorsese.
And the Oscar goes to…
Já “Jojo Rabbit” levou melhor roteiro adaptado. Brad Pittenfim ganhou o primeiro Oscar de atuação e bateu no Senado por absolver Trump, além de dizer que dividiria a tábua de Titanic com Leo DiCaprio, seu colega em “Uma Vez em… Hollywood”. Já Joaquin Phoenix levou melhor ator; Laura Dern levou melhor atriz coadjuvante por “História de Casamento”, e Renée Zellweger fez um discurso emocionante ao ganhar melhor atriz por “Judy”.
Entre os highlights.
DiCaprio levou a namorada; a última vez que isso aconteceu, ele estava com Gisele Bündchen. Em 2016, Leo levou a mãe (por sinal, foi o que fez Keanu Reeves esse ano). Sobre looks, Natalie Portman bordou o nome de diretoras esnobadas e Spike Lee prestou homenagem a Kobe Bryant com um terno lilás e amarelo. Estes foram os looks mais quentes.
E apesar do tapete vermelho-petê.
Não foi dessa vez que saiu o primeiro Oscar brasileiro. O documentário de Petra Costa que narra a história recente de um Brasil cada vez mais polarizado e aborda o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – considerado um golpe parlamentar pela oposição – perdeu para “American Factory”, dos Obamas.
Manda foods.
Esse ano, no menu: salmão e caviar, mas na tentativa de convencer Joaquin Phoenix a não faltar à cerimônia, já que ele não gosta muito desse tipo de premiação, o foco foi a diversidade das opções veganas.

The voice.
Sábado foi dia de eleição na Irlanda, vizinho do Reino Unido, e três partidos tiveram um empate inédito. O atual partido no poder, de centro-direita, do primeiro premiê gay irlandês, Leo Varadkar, deve ter que deixar o poder, já que perdeu votos e, pelas estimativas, cravou 22.4%, já o polêmico partido republicano cresceu e fez 22.3%; o principal partido de oposição fez 22.2%. Cabe agora a algum deles fechar aliança com partidos menores e, de fato, governar a Irlanda. Já na Suíça, houve referendo que tornou crime descriminação contra gays; 68% dos suíços votaram assim.
Bang bang– kok.
Em um surto sanguinário na Tailândia, um sargento tailandês pegou diversas armas militares, roubou uma Humvee, matou seu superior, e dirigiu até um shopping center na cidade de Nakhon, a cerca de 280 km de Bangkok, onde assassinou outras 21 pessoas. Após horas de confronto com a polícia, ele foi morto pelas forças de segurança.
I’m in Miami, bitch.
Em um de seus primeiros eventos, desde que abandonaram as funções da família real britânica para se tornar mais “independente financeiramente”, o duque e a duquesa de Sussex, Harry e Meghan, participaram de um evento exclusivo do JP Morgan em Miami. De acordo com especialistas, eles podem ter faturado cerca de US$ 400 mil pelo evento que aconteceu no 1 Hotel, em South Beach.
Em busca da abstinência.
Terminando… o novo diretor da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) postou foto de ‘sexo a três’, sim, um ménage à trois na internet, por que esse é o Brasil pós-“depravação total” do PT.
Se fosse um violino Stradivarius?
Para terminar, o kora. A customizada ‘harpa africana’ de um célebre artista do Mali foi destruída pela Alfândega dos EUA.
