
“Dá pra ter ideia da voz original.” – uma múmia voltou a falar 3,000 anos depois de sua morte. Eu falei faraó.

DesMOROnando
A notícia.
Bolsonaro ameaça reduzir o poder de Moro dentro do governo.
Moendo os grãos.
O ministro da Justiça e Segurança pode abandonar o governo, se o presidente insistir na ideia de recriar o Ministério da Segurança, tirando de Moro essa função. Ontem Bolsonaro disse que “lógico que Moro deve ser contra”, mas a ideia ganhou força. Bolsonaro ainda disse ontem que a ideia de fundir Justiça e Segurança nem havia sido discutido antes de Moro aceitar o convite.
O que não é verdade.
Após a eleição, quando Moro se encontrou com o presidente eleito, uma das coisas discutidas foi justamente o superministério e carta branca para tocá-lo. Ontem Moro, que tem popularidade mais alta que Bolsonaro, disse a aliados que tava chateado e, horas depois, criou um Instagram: “forma de prestar contas à sociedade”. Ao mesmo tempo, o presidente tirou de Moro e transferiu para si próprio a palavra final sobre expulsão de estrangeiros do país.
By the way.
O Brasil piorou no ranking mundial corrupção e caiu para a 106a posição, ao lado de Albânia, Argélia, e Egito. A Transparência Internacional afirma que, após a eleição de 2018 fortemente pautada por discurso “anticorrupção”, o país experimentou uma série de retrocessos na estrutura institucional de combate à corrupção em 2019.
E sobre Lava Jato.
Ontem o coordenador da Lava Jato na PGR (Procuradoria-Geral da República), o comando do Ministério Público, pediu demissão por divergir com o chefe do MP, o procurador-geral Augusto Aras – o primeiro em 30 anos a não integrar a lista tríplice.
Never Forget
A notícia.
Líderes de todo o mundo se reuniram ontem em Jerusalém para marcar a libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz.
Moendo os grãos.
Na segunda, dia 27, será comemorado o 75o aniversário de liberação do maior campo de extermínio do governo de Hitler. Apenas em Auschwitz, localizado na Polônia, 1,1 milhão de judeus foram assassinados de 1940 a 1945. Ontem monarcas, presidentes e premiês marcaram a data. Macron disse que a “sombra do antissemitismo renasce”. O príncipe Charles falou que “ódio e a intolerância têm adotado novos disfarces”.
1930s? Been there. Done that.
Em meio ao crescimento de crimes antissemitas, da extrema-direita, e de teorias conspiratória negacionistas sobre o Holocausto, a violência contra judeus nos EUA e na Europa disparou nos últimos anos. A Universidade de Tel Aviv compilou 400 ataques contra judeus em 2018 e declarou que o antissemitismo voltou a ficar “mainstream”. França e Alemanha tiveram crescimento de 70% da violência antissemita.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças.
Um estudo da Pew Research mostrou essa semana que metade dos americanos nunca ouviu falar que seis milhões de judeus foram exterminados pelos nazistas. No Brasil, um levantamento mostra que 35% dos brasileiros têm ideias preconceituosas contra judeus – em 2014, eram 16%. Já 22% disseram desconhecer o Holocausto.

Ano Novo viral.
O Ano do Rato começa amanhã e milhões de chineses já estão viajando para passar a virada do Ano Novo Lunar com a família, tudo em meio à sombra do coronavírus, que colocou o mundo em alerta. Pequim cancelou as festas na capital e além de Wuhan, o marco zero, outras quatros cidades já foram isoladas – mais de 20 milhões de pessoas estão sob quarentena. Sopa de morcego pode ter disseminado o novo vírus. No Brasil, o Ministério de Saúde descartou cinco casos suspeitos, mas recriou um comitê de emergência.
Davos updates.
Angela Merkel apareceu ontem, assim como Juan Guaidó – considerado presidente venezuelano por 50 países. Em meio à agitação na Venezuela, o líder do Líbano falou sobre o retorno da “inquietação árabe” – o país enfrenta protestos desde 2019. Chamado de “próximo presidente” por participantes de um almoço em Davos, Luciano Huck tocou nos protestos na América Latina, como Chile, e disse que é fruto da desigualdade. Rolou ainda Lenny Kravitz e Jason Derulo à noite.
Tê Tê, Têtêretê, Mumtaz Mahal…
O presidente Bolsonaro já pousou na Índia e começa sua programação oficial amanhã fazendo uma oferenda floral a Gandhi – líder pacifista símbolo da independência indiana. Depois tem almoço com o primeiro-ministro Narendra Modi. O líder indiano, por sinal, é capa da The Economist hoje: “Índia intolerante. Modi ameaça a democracia”. O domingo será dedicado ao Dia da República. Na segunda, visitinha ao Taj Mahal.
Não sou obrigado.
O príncipe Charles ignorou o vice-presidente americano Mike Pence? Parece que sim, o Palácio de Buckingham diz que não. Falando em príncipe, Orlando Bloom dublará Harry em um novo desenho animado.
Tempestade.
Terminando… um ciclone atinge hoje o Espírito Santo e o Rio. A ‘depressão subtropical’, atualmente com ventos de 55 km/h, deve chegar a 87 km/h. Com ventos acima de 61 km/h, já é chamado de ciclone Kurumí.
50 tons de cinza.
Para terminar, cabelos brancos também são frutos de stress. Relax, take it easy
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Happy Friday!
