
“Não mais que isso.” – a Austrália mudou a recomendação de consumo de álcool de dois drinks para 1.4 drink por dia. Blame it on the ho-ho-ho-holidays.

Você Não Gosta de Mim, Mas Harvard…
A notícia.
O terceiro pensador mais citado do mundo em universidades da área de humanas, Paulo Freire, foi chamado de “energúmeno” pelo presidente do Brasil.
Moendo os grãos.
Ao criticar a TV Escola, canal estatal fundando em 1996, Bolsonaro (sem partido) partiu novamente pra cima do patrono da Educação brasileira, o educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997). Para o presidente, os programas da TV Escola “deseducam”, pois são todos “de esquerda” e seguem Freire. Não é a primeira vez que Bolsonaro ataca o filósofo, que é referência internacional no mundo acadêmico.
Penso, logo existo.
As principais universidades do mundo estudam Freire. Harvard, nos EUA, e Oxford, na Inglaterra, são apenas algumas as instituições que utilizam Freire, que é um dos fundadores da pedagogia crítica, ideia que colocou o aluno como sujeito ativo do aprendizado. Seu livro “Pedagogia do Oprimido” é o único brasileiro no top 100 das universidades de língua inglesa.
Relembrar é viver.
Em maio, Bolsonaro já havia dito que tiraria o título de patrono da Educação, concedido a Freire em 2012. Em abril, o presidente disse que usaria um “lança-chamas” para expulsar do MEC as ideias “marxistas” do educador. Em tempo, a TV Escola passou a exibir filmes feitos por Olavo de Carvalho, o ideólogo e ‘guru’ bolsonarista.
Tudo O Que Sobe…
A notícia.
Em janeiro de 2020, a Boeing vai parar de produzir o modelo 737 Max.
Moendo os grãos.
A maior fabricante de avião do mundo está sob pressão desde que caiu o seu novo modelo de avião – em março na Etiópia. Foi a segunda queda do modelo lançado em 2018. O Boeing da Etiópia Airways e o Boeing the Lion Air, que caiu cinco meses antes na Indonésia, apresentaram os mesmos problemas: não conseguir estabilizar o avião, que teimava em apontar pra baixo, mesmo seguindo o manual da Boeing.
Booooeing. Crash.
Após a queda fatal na Etiópia, o 737 Max foi proibido de levantar voo em 40 países. Mas ainda assim, a Boeing continuou fabricando-o com a esperança de que conseguisse reverter a decisão até o fim desse ano. Só que não. Agências americanas deixaram claro que os aviões 737 Max não voltariam a voar assim tão depressa.
Sem escalas.
Semana passada, foi revelado em uma sessão no Congresso dos EUA que reguladores já estavam cientesdesde o primeiro acidente de que havia “grande risco” de acidentes futuros. Mas o avião só foi mesmo proibido de levantar voo, após um novo acidente.

Delator dos sete mares.
Preso desde 2016, denunciado 30 vezes pelos Ministério Público, e condenado a 12 anos na Lava Jato do Rio, o ex-governador Sérgio Cabral topou falar. Depois de ser recusado pelo MP, ele assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, que já enviou o material para a validação do Supremo. Cabral ainda promete devolver R$ 380 milhões de propina recebida nos últimos anos.
Cala a boca já morreu.
A Justiça decidiu ontem que jornalistas do Grupo Globo têm direito constitucional de participar da coletiva de imprensa da Prefeitura carioca. Pela segunda vez, o prefeito, e bispo licenciado da Universal, Marcelo Crivela, proibiu jornalistas desse veículo de cobrir uma entrevista coletiva sobre o réveillon e outra sobre a crise na Saúde. A juíza estipulou multa de R$ 10 mil por dia, se a prefeitur desrespeitar a decisão.
O califa tá de olho.
O Flamengo estreia hoje no Mundial de Clubes da FIFA, no Qatar. O time brasileiro vai jogar contra o campeão da Ásia, o time saudita Al Hilal, às 15h30, no Estádio Khalifa International. O sonho rubro-negro é vencer hoje para jogar a final no sábado contra o Liverpool ou o mexicano Monterrey, que jogam amanhã.
Oscar em vertigem.
O Brasil está fora da disputa de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2020, mas tem chances com o documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Veja a lista dos pré-indicados. Falando em “Democracia em Vertigem”, estes são os melhores filmes do ano (New York Times). Já esses são os piores filmes de 2019 (CBS).
I don’t want a lot for Christmas…
Para terminar, o classiquinho natalino de Mariah Carey chegou ao topo da Billboard pela primeira vez – 25 anos depois de seu lançamento.
