
“Ô Amazon Water.” – extraída do vapor da floresta, a água dos ‘rios voadores’ da Amazônia será vendida em Paris por R$ 330. Bebeu água? Tá com sede?

Soy Capitan, Soy Capitan
A notícia.
Datafolha: a lenta recuperação da economia ajuda a frear a perda de popularidade de Bolsonaro; 80% desconfia das declarações do presidente.
Moendo os grãos.
Bolsonaro chega ao fim do primeiro ano de mandato com 30% de avaliação ótimo ou bom. Pior do que FHC (aprovado por 41%); Lula (42%); e Dilma (59%). Já a sua taxa de rejeição (ruim ou péssimo), que foi de 30% pra 38% nos oito primeiros meses, caiu pra 36%. Quem considera o governo regular foi de 30% pra 32%. As duas únicas áreas em que houve melhora fora da margem de erro estão ligadas à economia.
Altos e baixos.
A aprovação da equipe econômica foi de 20% pra 25%, e ao combate do desemprego foi de 13% para 16%. O otimismo com a economia também aumentou e foi de 40% para 43% – é maior entre os mais ricos, camada social que demonstra maior apoio a Bolsonaro. Na contramão da economia, a pesquisa mostra aumento na desaprovação do combate à corrupção.
O primeiro ano a gente nunca esquece.
A pesquisa ainda traz outra faceta: 43% nunca confiam no que fala o presidente; 37% confiam às vezes; já 19% confiam sempre. Pois é, em meio à esperança com a economia, há aparelhamento na Cultura, desmonte nos mecanismos de fiscalização no Meio Ambiente, confusão na Educação, papo de AI-5, gurus ultraconservadores, conspirações na política externa, tendências autoritárias em filhos e ministros, Leo DiCaprio, golden shower, Beatles comunistas.
Enquanto isso.
Oi, sumido. Após um mês longe das redes, Carlos Bolsonaro, Carluxo para os íntimos, reativou o Twitter. O vereador adora ajudar com as redes sociais do pai.

Los Hermanos?
A notícia.
Amanhã toma posse o novo presidente da Argentina. Ontem Bolsonaro cancelou ida de ministro pra posse.
Moendo os grãos.
Mauricio Macri deixa a presidência com os piores números desde a crise de 2001. A taxa de pobreza, que em 2018 ainda era de 32,7%, chega hoje a 40%. Há mais de um ano, e apesar de desregulamentação e benefícios ao empresariado, o peso desvaloriza-se; os juros sobem; e, Macri se voltou a antigos fantasmas, como ajuda do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Jogo dos sete erros.
Ninguém disse que seria fácil, mas Macri foi castigado nas urnas. Antes, ele até anunciou um pacote de bondades e fez coisinhas que sempre criticou no peronismo dos Kirchner: congelou o preço da gasosa e aumentou salário. Não adiantou. Apoiado inclusive por quem não gosta da vice Cristina Kirchner, Alberto Fernandez foi eleito. Bolsonaro não gostou nadinha.
Dançando el tango.
O fato é que os argentinos fizeram sua escolha e, a ex-presidente Cristina Kirchner, que agora é vice, levou essa. Fernández é o jeito que o kirchenerismo encontrou para voltar ao poder. Diferentemente de quando liderava, e ignorava os principais nomes do peronismo, Cristina passou a aceitar que é Fernández, um peronista mais centrado, quem dará as cartas.
Pose.
Fun fact: o filho do novo presidente argentino faz sucesso como drag queen. Arrasa.

Não para não.
Hong Kong chegou ao sétimo mês de protestos. Ontem milhões de pessoas, revitalizadas pela vitória de grupos pró-democracia nas eleições locais, voltaram às ruas – a maior manifestação em semanas. A China continua preocupada, raivosa e cautelosa sobre como controlar os protestos. O território de Hong Kong foi devolvido pelos britânicos e reintegrado à China nos anos 1990. Enquanto isso, ali perto, a Coreia do Norte acabou com as negociações nucleares com os EUA.
Shark tank.
O governo excluiu profissões ligadas às artes da lista de microempreendedor individual, o MEI. Criado com o objetivo de facilitar a atividade de empreendedores autônomos, é necessário faturar até R$ 81 mil anuais para ser um MEI. Além de músicos, DJs, humoristas, e professores de artes cênicas, profissionais como manicures foram algumas das 17 categorias excluídas. Após muito bafafá, de organizações e artistas, e repercussão no Congresso, o Planalto voltou atrás.
Cachimbo da paz.
Dois índios da tribo Guajajara foram assassinados no Maranhão – onde a Floresta Amazônia ocupa 34% do território. De acordo com testemunhas, um carro branco passou atirando contra os indígenas nas margens da rodovia BR-226 que liga duas aldeias e fica a cerca de 500 quilômetros da capital São Luís. Guajajara bloquearam a estada em protesto e o ministro Sérgio Moro disse que a PF vai investigar.
Death ride.
Depois de muita polêmica, a Amazon retirou dos seus sites a camisa que estampava um cartoon dos ‘voos da morte’ na Ditadura Chilena (1973-1990).
This shit is bananas.
Terminando… a ideia é a banana. Ponto. Após ser arrematada por $ 120 mil no Art Basel Miami, a obra de arte ‘Comedian’ – uma banana presa na parede com fita adesiva –, do italiano Maurizio Cattelan, foi comida por um outro artista.
Ok, boomer.
Para terminar, a maior festa ‘geek’ do mundo, a Comic Con, em SP. Quase 300 mil pessoas passaram por lá.