
“Meus ingressos foram desvalorizados.” – um cara processou Madonna alegando que o horário do show, às 10:30 da noite, é muito tarde. A queen is never late.

De Volta Com o Ex
A notícia.
Após 560 dias preso, Lula fez o primeiro discurso no sábado.
Moendo os grãos.
O alvo, claro, foi o presidente, e seus dois principais ministros. Quando a multidão começou os xingamentos, o ex-presidente disse: “Isso não pode ser falado por nós. Bolsonaro já é um palavrão”. Sobre Sérgio Moro, Lula disse que poderia ter ido para outro país, ou embaixada, mas precisava desmascará-lo; sobre Paulo Guedes, ele o associou à crise social do neoliberalismo no Chile.
De volta pro futuro.
Bolsonaro apanhou do início ao fim, mas também sobrou críticas para Trump, os bancos, e a imprensa, “Na cadeia, eu fui obrigado a ver a TV aberta. O SBT está uma vergonha; a Record, uma vergonha, e a Globo continua sendo a Globo, não teve uma matéria do Intercept sobre a Vazajato”. Pois é, foi dada a largada para 2022. Na verdade, isso aconteceu em março, quando Bolsonaro começou o papo de reeleição.
Eu voltei pras coisas que eu deixei.
Mas com Lula solto, a próxima eleição presidencial, de fato, ganhou seus reais contornos. Ele continua inelegível, mas o “Lula livre” já virou “volta Lula”, e não tá claro se ele vai dar uma de Cristina Kirchner, colocando alguém pra reagrupar as forças de esquerda, o fato é que o líder da oposição agora é ele. Más notícias pra Ciro Gomes que tentava ser o pós-Lula. O caminho fica mais difícil também pra Luciano Huck, que anda super ativo.
Sextou.
Na primeira noite fora da prisão, Lula participou de uma festinha em Curitiba, onde rolou vinho e risoto. Nas redes sociais de Bolsonaro, silêncio, algo bem incomum. O atual presidente só comentou a soltura do ex-presidente no sábado: “não dê munição ao canalha”.Moro foi na mesma linha: “não respondo a criminosos, soltos ou presos”. E disse que é preciso respeitar o Supremo, mas que a decisão da 2a instância ainda pode ser modificada pelo Congresso. Sigamos.
Enquanto isso.
PTinder: o neto de Lula também está livre?
Boliviano Indigesto
A notícia.
Depois de semanas de protestos, e agora a pressão dos militares, o presidente boliviano renunciou.
Moendo os grãos.
Horas antes, Evo Morales, o primeiro indígena presidente, até aceitou realizar novas eleições. Não adiantou nada. A Bolívia está em polvorosa desde a eleição no mês passado, na qual monitores internacionais detectaram irregularidades. Com 87% dos votos contados, as coisas pareciam indicar que haveria segundo turno; a contagem foi interrompida, e quando voltou, a imagem mudou: Morales eleito pela 4a vez.
Em chamas.
Apesar da ótima economia, muita gente já andava cansada de Morales, que fez um referendo em 2016 para tentar a reeleição novamente, perdeu, mas ainda assim recorreu a um tribunal, que o deixou concorrer. Ele está há 14 anos no poder e seu rival nas eleições, o ex-presidente Carlos Mesa, foi um dos que ajudaram a liderar os protestos, que se tornaram super violentos. Ontem a casa da irmã de Morales foi incendiada.
Domingo ele não vai.
Semana passada, as polícias na Bolívia também juntaram-se a Mesa, e durante essa onda de protestos, novas ‘lideranças’ surgiram, como Luis “el macho”, um ultraconservador racista que chegou a invadir o palácio presidencial e jogou uma Bíblia sobre a bandeira. Mas a gota d’água veio ontem, quando o comandante do Exército sugeriu a sua renúncia. Pra bom entendedor, meia palavra basta. Ao renunciar, na TV, Morales culpou “forças obscuras”; seu vice fala em golpe de Estado.
A vizinhança.
Por aqui, Lula lamentou o “golpe de estado” e criticou a elite econômica da América Latina; já Bolsonaro disseque “a palavra golpe é usada quando a esquerda perde”.

Ay, caramba.
O Partido Socialista, do atual premiê de centro-esquerda Pedro Sanches, até venceu as eleições – a segunda eleição da Espanha só nesse ano –, mas, uma vez mais, não conseguiu a maioria das cadeiras. Ou seja, novas incertezas. O verdadeiro vencedor, no entanto, foi a extrema-direita. Após entrar no parlamento espanhol pela primeira vez, nas eleições de abril, agora o partido Vox mais que dobrou suas cadeiras.
Meninos usam platinum; meninas, gold.
Agências reguladoras nos EUA investigam o cartão de crédito da Apple por “sexismo”. O departamento de Finanças de NY já avisou ao Goldman Sachs, que administra o cartão Apple, pra avisar que qualquer discriminação intencional, ou não, “viola as leis de Nova York”. De acordo com as denúncias, algoritmos são usados para estabelecer limites diferentes de crédito entre homens e mulheres.
The more the merrier.
A Antiga Pérsia, o Irã, disse ontem que encontrou um novo campo de petróleo com cerca de 50 bilhões de barris de petróleo, o que deve aumentar as reservas do país em um terço. O país, o quarto do mundo com as maiores reservas de petróleo, vem enfrentando dificuldades pra vender seu óleo, desde que os EUA saíram do acordo nuclear e criaram novas sanções contra os iranianos.
Não rola só um bolinho?
Mais um chá revelação que deu errado. A festa pra descobrir o sexo do bebê – modinha dos últimos anos – agora terminou com a queda de um avião no Texas. Se quiser, até ressignifique cores. Mas em meio às ‘inovações’, as festinhas têm se tornado extremas. Mês passado, um casal construiu um dispositivo pra disparar pó colorido, no tom rosa, mas sem saber, criaram uma bomba caseira que matou um convidado.
The simple life.
Para terminar, parceria entre Prada e Adidas.
