
“Meus ex-amigos serão indiciados.” – uma vegana chamou a polícia, após ter sido enganada a comer chicken nuggets pelos amigos. Ex-amigos, no caso.

To The Right, To The Right
A notícia.
Pela primeira vez, o maior evento conservador dos EUA foi realizado no Brasil.
Moendo os grãos.
Conservadores, ultraconservadores, e a galera mais ligada à direita se reuniram em São Paulo ao longo do final de semana. Financiado pelo instituto Indigo, a fundação do PSL, partido do presidente, que recebe recursos públicos, o evento rola desde 1974 nos EUA, mas agora o CPAC (Conservative Political Action Conference) chegou ao Brasil.
Destros.
Diferentemente do evento originário, que abre espaço pra várias correntes e grupos de direita, a versão brasileira é focada no bolsonarismo. Gente na direita, como João Doria e Wilson Witzel não foram convidados – ambos sonham com a presidência em 2022. Quem brilhou, com camisa LGBT, foi quem trouxe o evento pro Brasil, Eduardo Bolsonaro – que saiu consolidado como herdeiro político do pai. Sorry, Flávio.
Como se baila na tribo.
Mas além de Eduardo, falou também o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que atacou a queridinha do momento, Greta Thunberg; a ONU; e até Voltaire. Já Damares, a ministra da Família e Direitos Humanos, comparou a esquerda ao diabo, e ao dizer que “a esquerda dominou a vontade dos índios,” disse que Bolsonaro foi eleito graças a Tupã – um ‘deus’ indígena.
Enquanto isso.
O governo recorreu, e perdeu na 2a instância, que manteve a realização do edital de obras LGBT na Ancine (Agência de Cinema). O Planalto suspendeu o financiamento alegando “preservação de valores”, mas agora fala em “penúria fiscal”; a Justiça não comprou a desculpa.

PiSa Menos
A notícia.
A Polônia foi às urnas ontem e os ultraconservadores têm tudo para se manter no poder.
Moendo os grãos.
Desde que conquistou a maioria das cadeiras no parlamento, há quatro anos, o partido populista de direita, Lei e Justiça (PiS), vem sendo acusado de passar por cima da Constituição polonesa; aparelhar o Judiciário, e interferir na liberdade de imprensa. Mas o discurso venenoso contra a comunidade LGBT, e os aumentos nos programas de distribuição de renda, vem funcionando no país católico e conservador.
Não à toa.
Na campanha, o líder do partido focou no perigo que representa a comunidade LGBT, ao qual se refere como “ameaça à família”. Em meio ao discurso sobre “valores cristãos”, a campanha foi marcada por ataques brutais contra os homossexuais. Tudo isso deve fazer o partido superar a marca de 45% dos votos, o que permitiria que governasse sozinho, sem alianças.
Eu tenho a força.
O PiS deve conseguir mais votos do que toda a oposição que tá dividia em três blocos: uma aliança de centro – do presidente do Conselho da União Europeia –, com 28%; uma coalizão de três partidos de esquerda, com 12%; e um partido de centro-direita, com 6%. Além de mexer nos tribunais e transformar estações de TV em canais de propaganda, o PiS tenta proibir a venda de métodos contraceptivos, e já foi denunciado como ‘democracia iliberal’ – o mesmo que aconteceu com o vizinho, a Hungria.
Falando em Hungria.
Boa notícia pra democracia: o candidato apoiado por partidos de oposição foi eleito prefeito de Budapeste, derrotando o então prefeito apoiado pelo primeiro-ministro Viktor Orban, símbolo da ultradireita.

EquaDOR.
Ele não aguentou a pressão. Pra quem disse que não voltaria atrás, o presidente do Equador, Lenin Moreno, voltou atrás bem rapidinho. Nesta madrugada, ele revogou o aumento da gasolina. O Equador vive semanas de tensão desde que o governo parou de subsidiar os combustíveis – algo que era feito há 40 anos. Em meio aos protestos violentos, Moreno chegou a transferir a capital e vazou de Quito.
Mil e uma guerras.
Dois mísseis explodiram um navio-tanque iraniano no Mar Vermelho, na costa da Arábia Saudita. Não se sabe quem foi, mas o Irã promete revidar. Em tempo, a Casa Branca enviou 2 mil tropas para a Arábia Saudita, que ainda estuda uma resposta ao ataque de drones contra a sua petrolífera. Enquanto isso, Trump continua retirando suas tropas do norte da Síria, ao passo em que a Turquia invade a área. Ontem houve uma fuga em massa de gente ligada ao ‘Estado Islâmico’, que estava num acampamento controlado pelos curdos*.
*os curdos são a maior etnia do mundo sem um país próprio. Ao longo da guerra na Síria, eles foram um dos principais aliados dos EUA, até Trump abandoná-los.
O seu amor é canibal.
A briga entre Bolsonaro e seu partido continua. Depois dele pedir auditoria nas contas do PSL, o partido pediu auditoria nas contas da campanha presidencial. No meio do fogo-cruzado: os mais de R$ 500 milhões do fundo partidário. Enquanto Flávio Bolsonaro tenta acalmar os colegas no PSL, Carlos Bolsonaro joga lenha na fogueira. Em tempo, dois deputados do PSL – completos desconhecidos até quebrarem a placa de Marielle – entraram em um colégio do Rio sem autorização pra fazer uma ‘vistoria’.
Capitão planeta.
Em reunião emergencial no sábado, o Ibama da Bahia, que prevê hoje a chegada de óleo à Baía de Todos os Santos, acionou um plano de contenção. A mancha de petróleo – ainda não se sabe da onde surgiu – já atingiu 71 cidades nos 9 estados nordestinos. Falando em meio-ambiente, o desmatamento na Amazônia cresceu 96% em setembro em relação a setembro do ano passado. Já nos EUA, Jane Fonda foi presa em manifestação contra as mudanças climáticas.
Run, Eliud, run.
O queniano Eliud Kipchoge, de 34 anos, se tornou o primeiro a correr uma maratona em menos de duas horas. Foram 42,2 kms em uma hora, 59 minutos e 40 segundos. No entanto, não será considerado o recorde mundial, pois não era prova oficial. Sobre recordes, Simone Biles fechou o mundial de ginástica como a maior medalhista da história – homem ou mulher. O brasileiro Arthur Nory conseguiu ouro.
Ora pois.
Para terminar, o melhor hotel boutique do mundo. Spoiler: fica em Lisboa.