
“Duvidei, mas é gostoso.” – moradora de Quito sobre a nova sensação no Equador: sorvete de porquinho-da-índia. I scream.

Luz, Câmera, Talkey?
A notícia.
Citando a “liberdade de expressão”, juíza do Rio determinou que a Ancine retome o edital de filmes LGBT.
Moendo os grãos.
No mês passado, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, cancelou o financiamento de obras com temática LGBT da Agência Nacional de Cinema. Para a juíza, que atendeu ao pedido do Ministério Público, “há inequívoca discriminação por orientação sexual e identidade de gênero”. Ela ainda lembra que a homofobia foi “criminalizada pelo Supremo há menos de 4 meses”.
No escurinho do cinema.
Os procuradores argumentam que a regra de escolha de obras aptas ao financiamento não pode ser “vontade pessoal do presidente”. Em julho, o presidente já havia dito que “se não puder ter filtro, extinguiremos a Ancine”. Ele voltou a falar sobre ‘filtro’, na semana passada, ao explicar o novo mecanismo de censura prévia da Caixa para patrocinar projetos culturais: “não é censura, é preservação de valores”.
Cabou o milho, cabou a pipoca.
O cancelamento de “Marighella” e de “Chico” refletem as tentações autoritárias do presidente, cujo o controle sobre a cultura é cada vez mais concreto. Em julho, ele transferiu o Conselho de Cinema, responsável pela política do audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Presidência. E disse ser hora de transferir a sede da Ancine: “Tô trazendo o pessoal do conforto do Leblon para Brasília”. Eu e você, juntinhos.

I Came In Like a Wrecking Ball
A notícia.
Trump choca secretários e militares, ao decidir abandonar, de surpresa, aliados no norte da Síria.
Moendo os grãos.
Faltando dias para uma esperada invasão da Turquia, Trump ordenou a retirada das tropas americanas do norte da Síria, na fronteira turca, uma região historicamente dominada pelos curdos, que – são a maior etnia sem uma casa para chamar de sua e – lutaram de mãos dadas com os americanos na guerra da Síria durante todos os últimos anos.
Infiel.
Em meio ao xadrez da guerra civil síria, os EUA garantiam proteção e armas aos curdos para que eles lutassem ao seu lado. Os curdos, no entanto, são inimigos da Turquia, que, apesar de ser aliada dos EUA, desistiu logo cedo da ideia de derrubar o ditador sírio Assad. No domingo, Trump ligou pro presidente turco Erdogan e disse que estava retirando tropas da Síria. Ontem até aliados do presidente o acusaram de ‘traição contra os curdos’.
Eu sou assim.
Trump, de fato, foi eleito com esse papo ‘isolacionista’, mas a inconsequência com que redesenha os interesses dos EUA no Oriente Médio deixa funcionários desnorteados. Há quase um ano, com um único tweet, ele já havia garantido um super presente ao ditador sírio – e seu principal aliado, a Rússia. Na época, ele disse que o ‘Estado Islâmico’ estava derrotado e as tropas sairiam da Síria. O próprio Pentágono foi contra.

Rebel heart.
Em nome do clima, eles querem parar o mundo e ontem começaram uma ‘campanha de desobediência civil’ de duas semanas. É o Extinction Rebellion, um grupo de ativistas ambientais formado ano passado em Londres, que agora, ao completar um ano, organizou um mega protesto contra a crise climática em dezenas de cidades pelo mundo, incluindo no Brasil.
Manda quem pode.
O BNDES, Banco de Desenvolvimento, vive a sua primeira grande crise desde que assumiu o presidente Gustavo Montezano, de 39 anos. Ontem a associação de funcionários do banco pediu esclarecimentos sobre ademissão da superintendente que não teria cedido às pressões da diretoria para vender papéis do BNDES numa oferta do BB; ela informou que regras internas a proibiam. A venda da carteira de ações do banco é prioridade de Montezano.
Doctors.
Começou a temporada do Nobel. Hoje sai o Prêmio de Física. Ontem o Prêmio Nobel de Medicina foi entregue a dois americanos e um britânico pelas descobertas que levam a novos tratamentos contra o câncer. William Kaelin (Harvard), Gregg Semenza (John Hopkins), e Peter Ratcliffe (Oxford) descobriram como as células humanas percebem e se adaptam à disponibilidade de oxigênio. Boa.
Levantou poeira espacial.
Saturno, ultrapassou Júpiter e é o planeta com mais luas do Sistema Solar. Astrônomos identificaram mais 20 imensas pedras cósmicas orbitando ao redor do planeta, que passa a ter 82 luas saturnianas, enquanto Júpiter tem 79 luas conhecidas.
Fala com a minha mão.
Para terminar, Confort. Já é possível pagar para não conversar no Uber.