
“America.” – nome do vaso sanitário de ouro maciço roubado do Blenheim Palace, Londres. A obra, no valor de US$ 1,2 milhão, é de um artista italiano. Procura-se.

Un-Break My Heart
A notícia.
O partido do presidente rachou ao meio e senadores do PSL pedem a saída de Flávio Bolsonaro. Ih, fora.
Moendo os grãos.
Investigar os ministros do Supremo ou não investigá-los? Eis a questão que dividiu o partido de Bolsonaro. A ideia é uma CPI, a chamada Lava Toga, que investigaria “ativismo judicial” na mais alta corte do país. Parece polêmico. E é. Juízes supremos, como Gilmar Mendes, já disseram que é ilegal, pois interfere na autonomia de outro Poder. O próprio presidente do Senado é contra.
Mudaram as estações.
Acontece que no PSL, todos os senadores assinaram a pauta a favor da criação da ‘CPI da Lava Toga’, exceto um: o filho do presidente. Nos bastidores, Flávio ainda tenta convencer os colegas a desistirem dessa. Em meio à confusão, a senadora de primeiro mandato, Selma Arruda, disse que vai sair do partido amanhã, pois tem sido pressionada por Flávio a retirar sua assinatura.
I can see clearly now..?
Ontem o senador Major Olimpo disse que Flávio é quem deveria cair fora do PSL, não a senadora. A crise esquenta no partido ao mesmo tempo em que grupos e personalidades que apoiaram a eleição de Bolsonaro começam a se afastar. Para o MBL, Vem pra Rua e gente como Lobão, Bolsonaro passou a interferir em órgãos de combate à corrupção para blindar o filho.
Pai, você foi meu herói, meu bandido.
No final de semana, tal percepção passou a ser sentida na base bolsonarista e agora chegou inclusive ao partido do presidente. Para muitos ‘lavajatistas’, há um suposto acordo entre Bolsonaro e o presidente do Supremo, Dias Toffoli – que seria um dos principais alvos de uma CPI desse tipo.
Mais cafeína, por favor.
Por ordem de Bolsonaro, o PSL abandonou a base do governo Witzel, no Rio. Corta aqui.
Mazel Tov
A notícia.
Hoje é dia de eleição em Israel – de novo.
Moendo os grãos.
A única democracia do Oriente Médio volta às urnas hoje, pela segunda vez em cinco meses, já que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, apesar de sair vitorioso nas eleições de abril, não conseguiu formar um governo de coalizão. Em meio a possíveis derrotas dentro do parlamento, ele preferiu realizar novas eleições pra ver se ganha mais força. E ele vem mirando nos ultranacionalistas israelenses.
To Bibi or not to Bibi.
Netanyahu, conhecido como Bibi, é um populista conservador, que enfrenta casos de corrupção, e é o líder há mais tempo no poder desde que Israel foi fundada, há 70 anos. Seu partido Likud, e a aliança com partidos de direita e extrema-direita, aparece empatado com o partido centrista, e a chamada ‘aliança Azul e Branca’. Se Bibi, mais uma vez, não conseguir uma vitória estrondosa, os partidos podem passar meses tentando formar um novo governo.
Shalom?
Mas Netanyahu vem trabalhando duro pra aumentar seus votos – principalmente entre os mais radicais. Dias atrás, ele realizou uma reunião de gabinete em áreas ocupadas da Cisjordânia (West Bank) – território palestino controlado, desde a Guerra de 1967, por Israel. É a primeira reunião do governo israelense em território palestino em mais de 20 anos.
Tudo nosso, nada deles.
Na semana passada, Bibi disse que se reeleito, anexaria um terço da Cisjordânia ao estado de Israel. Uma promessa perigosa. Afinal, o plano inicial sempre foi de um estado judeu ao lado de um estado árabe para os palestinos – sonho cada vez mais distante. Nessa pegada, Trump já reconheceu duas reivindicações polêmicas de Israel: Jerusalém e as Colinas de Golã. Vem mais por aí?

Black gold digger.
O preço do petróleo teve a maior alta desde a Guerra do Golfo, quando Saddam invadiu o Kuwait. No sábado, 10 drones (lançados pelos rebeldes Houthis do Iêmen) atacaram a Aramco, a petrolífera saudita, causando a maior ruptura da história na oferta mundial de óleo – maior do que as perdas históricas da Revolução Islâmica, em 1979, e da Guerra do Golfo, nos anos 1990. Com a alta do petróleo, as ações da Petrobras subiram 5%. E o pré-sal se deu bem… mas a gasolina pode aumentar. Por enquanto, a estatal brasileira resolveu segurar o preço.
Tic-tac, says the Big Ben.
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson foi vaiado ontem em Luxemburgo, e preferiu pular a coletiva de imprensa ao lado do premiê de Luxemburgo, que discursou ao lado de um pódium vazio. Já o ex-primeiro-ministro David Cameron desculpou-se pelas incertezas do Brexit – foi dele a ideia, em 2015, do referendo, achando que um Brexit seria facilmente derrotado. Só que não.
Biggies.
A primeira greve geral em 12 anos no setor automativo dos EUA pegou a General Motors ontem: 33 fábricas em 9 estados estão paralisadas. Sobre outras gigantes, a Purdue Pharma pediu recuperação judicial. A empresa farmacêutica é responsável pela produção do OxyContin, um remédio que está no centro da crise dos opioides, já que americanos viciaram-se nesse tipo de substância.
I’m king of the jungle.
A Amazon mudou seu algoritmo para que as pesquisas impulsionem seus próprios produtos. O assunto é polêmico e acontece no momento em que os EUA e a União Europeia passam a examinar o duplo papel da Amazon, que age como operadora de mercado e também vendedora dos produtos de sua própria marca.
Braços abertos sobre a Guanabara.
Terminando… um objeto no meio da Baía de Guanabara vem chamando a atenção. A estrutura flutuante feita de fibra e vidro não tem autorização da Marinha.
I’ll be there for you.
Para terminar, os episódios dos quais a criadora de “Friends” se arrepende. A série completa 25 anos na próxima semana; por que ninguém consegue parar de assisti-la?
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, golden toiletes, e seus episódios favoritos de ‘Friends’ pra espresso@espressonoticia.com. br
Uma terça produtiva. Até amanhã.
