ESPRESSOU-SE
“Fondue de coxinha.” – é oficialmente inverno no Hemisfério Sul, e o Brasil tem dessas, né, mores?
ESPRESSO NACIONAL
Pressão, Vou Botar Pressão
A notícia.
Em novo capítulo da ‘Vaza Jato’, procuradores da Lava Jato atuaram para blindar o ministro Sérgio Moro de críticas do Supremo.
Moendo os grãos.
Mensagens divulgadas ontem pela Folha de S. Paulo, mostram que diante de uma crescente tensão entre o então juiz de primeira instância e a mais alta corte do país, a força tarefa da Lava Jato articulou apoio a Moro para evitar desgaste em meio à divulgação de planilha da Odebrecht com nomes de políticos – que só poderiam ser investigados com autorização do Supremo.
I get by with a little help from my friends.
As conversas de 23 de março de 2016, pouco depois da polêmica dos grampos ilegais do ex-presidente Lula com a então presidente Dilma, mostram Moro preocupado. O então juiz teria pedido ajuda aos procuradores, que falaram com um delegado da PF: “Moro está chateado. Vai apanhar mais do STF, porque vai parecer afronta”. Já em outras conversas, Moro critica o MBL: “tontos”.
Morou?
Na semana passada, após mais de 8 horas de sessão no Senado, o agora ministro minimizou a crise e disse que em caso de “irregularidades”, deixaria o ministério. Na sessão, o que se viu foi: de um lado, a galera do governo, do outro, a oposição, e ainda aqueles senadores, no meio, que diziam entender a importância da Lava Jato, mas que viam ilegalidade em muitas das ações de Moro.
Morocutaia.
O ministro da Justiça evitou responder diretamente às perguntas e focou em quatro pontos: não houve conluio; ele não consegue afirmar se as mensagens são verídicas; se trata de um ato criminoso de hackers; e o vazamento é uma ofensiva orquestrada contra a Lava Jato. Bom, amanhã Moro deveria comparecer à Câmara dos Deputados, mas ontem ele desistiu. Leave me alone!

ESPRESSO IMPORTADO
Playing Games
A notícia.
Trump ordenou um ataque aéreo contra o Irã – depois voltou atrás.
Moendo os grãos.
Após meses enfrentando-se através de sanções e palavras, uma guerra quase estourou, de fato, na semana passada. Na quinta-feira, o Irã – a Antiga Pérsia – derrubou um drone americano, Trump então resolveu que era hora de disparar mísseis contra o país. Aviões já estavam no ar, de acordo com o New York Times, quando o presidente mudou de ideia.
It’s getting hot in here.
Na sexta, Trump confirmou que havia cancelado o ataque: “não era proporcional à derrubada de um drone sem homens”. De acordo com o presidente, ele mudou de ideia, depois que o Pentágono informou que civis morreriam. A coisa anda quente. Os EUA agora anunciaram novas sanções a quem comprar óleo do Irã e, na semana passada, mandaram mil tropas pra perto do país.
WAR.
Tudo isso em meio à pressão máxima que Trump vem colocando no país desde que rasgou o acordo nuclear costurado por Obama e outras cinco potências europeias. Ele diz que o acordo é “péssimo”, mas os europeus não gostam de sua estratégia e nem tampouco o Irã. Semana passada, veio à tona que Obama alertou Trump de que se saísse do acordo, uma guerra seria quase que inevitável. Medo.
ESPRESSO SHOTS
Ai, que vergonha.
Deu ruim pro autoritário presidente da Turquia. O seu partido AKP voltou a perder as eleições pra prefeito em Istambul, que ele mesmo mandou refazer. Em abril, ficou claro que o seu poder estava se esvaindo. Após mais de 25 anos, o AKP perdeu o controle sobre a capital e sobre Istambul. A Turquia simplesmente cancelou a eleição. Ontem, no entanto, o AKP foi derrotado – de novo. Chateado.
I’m the great pretender.
A ONU concluiu que o príncipe saudita mandou matar o jornalista Jammal Khashoggi. A CIA já tinha envolvido a cúpula do governo da Arábia Saudita, mas nomear o futuro rei, que de fato mando no país, esquenta bem mais as coisas. O príncipe, de 31 anos, diz que vai reformar a sociedade de um dos países mais conservadores do mundo, mas este lado sanguinário – típico de ditaduras – manchou com força a sua imagem.
RIP.
Aos 74 anos, morreu Rubens Ewald Filho, crítico de cinema e comentarista do Oscar. Figurinha conhecida na TV – passou por Globo, Cultura, TNT –, nos jornais, revistas, e rádio, Ewald foi autor de diversos livros sobre o tema e era conhecido como o Sr. Oscar no Brasil. Ele ainda dirigiu peças de teatro, escreveu roteiros de cinema, e chegou a atuar em “Amor, estranho amor” (1982).
Vou pintar um arco-íris.
São Paulo realizou ontem aquela que é considerada a maior parada gay do mundo. O Dia do Orgulho Gay no Brasil – o primeiro da Era Bolsonaro – acontece semanas depois do Supremo criminalizar a discriminação contra LGBTs – o que foi muito celebrado ontem. A parada ainda lembrou a rebelião de Stonewall, marco pelos direitos civis da comunidade LGBT, que completa 50 anos nessa sexta.
Jogue como uma garota.
Terminando… a França, a anfitriã dessa Copa do Mundo feminina, venceu o Brasil ontem na prorrogação e nossas guerreiras foram eliminadas. Valeu, meninas.
The circle of life.
Para terminar, versão inédita de uma música de Freddie Mercury foi lançada só agora. Falando em música, Beyoncé cantando no novo teaser de ‘O Rei Leão’.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e fondues diferentões pra espresso@espressonoticia.com. br
Feliz São João. Até amanhã.