ESPRESSOU-SE
“Bonni and clyde italianos.” – foi preso na Tailândia, após anos, o italiano que se passava por George Clooney. Will the real Clooney please stand up?
ESPRESSO NACIONAL
A Fritura
A notícia.
Sangrando desde que começou a crise dos vazamentos, o ministro Sérgio Moro vai hoje ao Senado. Em novos trechos vazados ontem, a estrela é FHC.
Moendo os grãos.
No mais novo capítulo da saga da Vaza Jato, o então juiz, e agora ministro da Justiça de Bolsonaro, chama o procurador chefe da força tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para conversar no Telegram sobre suspeitas a cerca do ex-presidente tucano. Um dia antes, o Jornal Nacional havia feito uma reportagem sobre FHC ter sido citado na ‘delação-fim-do-mundo’ da Odebrecht.
Um estranho no ninho.
O juiz da Lava Jato queria saber se as denúncias eram “sérias”. “Caixa 2 de 96?” – perguntou Moro ao questionar também se já não estaria “prescrito”. Deltan respondeu, “foi enviado pra SP sem analisar prescrição. Suponho que de propósito para passar recado de imparcialidade”. Moro se mostra incomodado e diz que acha “questionável, pois melindra* alguém, cujo apoio é importante”.
*melindrar = ferir alguém no amor-próprio, magoar, ofender
Voa, voa.
Era importante para os procuradores incluir o PSDB no rol de investigados para acalmar o ânimo dos críticos, diz o Intercept, ao revelar que em 17 de novembro de 2015, no grupo “FT MPF Curitiba 2”, veio à tona a ideia de investigar juntos os institutos FHC e Lula. Os procuradores então enviaram documentos que mostravam pagamentos da Odebrecht a FHC ( “que bomba”), mas recuaram quando ponderaram que a defesa de Lula poderia usar os mesmo argumentos que FHC.
Moro is in the house.
A força tarefa da Lava Jato afirma que sempre foi movida por “imparcialidade à Justiça”. Na semana passada, o ministro disse ao Estadão que não vê nenhum viés político. Hoje, por sinal, ele tem seu primeiro encontro com o Congresso. Será na principal comissão do Senado. Mas ontem mesmo, a Câmara aprovou a convocação do ex-juiz e do editor do Intercept pra falar em uma comissão.
Desmoronando?
Moro não é de grandes sorrisos, mas também nunca se mostrou tão tenso, desde a semana passada, quando o The Intercept começou a divulgar conversas privadas que jogaram uma sombra sobre a legalidade de muitas de suas ações. Após cincos anos de um culto quase que messiânico, o ministro vive o seu primeiro grande escândalo, e o dia no Senado será quente. Veja 10 perguntas hoje pra Moro.

ESPRESSO IMPORTADO
Facecoins
A notícia.
Em um dos mais ambiciosos planos de que se tem notícia, o Facebook criará uma moeda digital global.
Moendo os grãos.
A gigante anunciou ontem que pretende lançar em até um ano a Libra, como viria a ser chamada a nova moeda. O nome é uma antiga medida de peso romana (e a tradução de ‘pound’ em línguas românicas). Uma moeda digital global deixaria a transferência bancária tão fácil quanto mandar mensagem de texto, além de pôr fim às taxas e diferentes barreiras.
Cara ou coroa.
Empoderaria bilhões de pessoas ao redor mundo – 1.7 bilhão não tem conta em banco – e daria chance àqueles em países menos desenvolvidos a ter acesso ao sistema financeiro global, podendo se tornar inclusive uma das principais maneiras para se proteger da inflação. Após o anuncio, as ações do Face subiram 1.8%, já as ações do Bitcoin – a mais famosa criptomoeda* – se mantiveram inalteradas.
Muita calma nessa hora.
Enquanto empresas como Visa, Mastercard, e Spotify já anunciaram apoio à moeda do Face, grandes bancos e outras gigantes como Apple Google e Amazon continuaram caladinhas. As preocupações em relação à logística e segurança ainda são muitas. O fato é que ninguém nunca foi tão ousado na tentativa de tornar mainstream a tecnologia de blockchain – na qual não é necessária uma autoridade central pra emitir dinheiro.
ESPRESSO SHOTS
Tiro pela culatra.
Por 47 a 28, ontem os senadores derrubaram o decreto do porte de arma, baixado no mês passado. É uma derrota doída pro presidente, que durante o dia pediu ao Senado que “não deixasse o projeto morrer”. O texto segue agora pra Câmara, que também deve enterrar o decreto que liberou as armas. O governo já pensa num ‘plano B’, já que essa foi uma das principais promessas durante a campanha.
Que rufem os tambores.
São estes os três nomes que disputarão a nomeação de Bolsonaro para uma das mais importantes cadeiras do país, a de chefe do Ministério Público; ou seja, o procurador-geral da República. Por tradição, o presidente escolhe um dos três mais votados na eleição interna da PGR. Neste ano, foram 10 candidatos, mas Bolsonaro já disse que pode não respeitar a lista tríplice, e escolher inclusive alguém de fora.
Who run the world?
O Brasil venceu a Itália com gol de Marta, que é agora a maior artilheira da História das Copas. Nenhum homem nunca fez tantos gols. Já a seleção masculina empatou – e foi vaiada. Ainda no futebol, o ex-presidente da UEFA e um dos maiores jogadores da história da França, Michel Platini, foi detido e prestou depoimento acusado de corrupção na escolha do Qatar para sediar a Copa de 2022.
Bluesman.
O rapper brasileiro Baco Exu do Blues bateu Jay-Z e Beyoncé e venceu ontem o Festival Internacional de Criatividade em Cannes, o principal prêmio do mercado publicitário, na categoria ‘Entertainment for Music’. O vídeo criado pela agência AKQA São Paulo em parceria com a produtora Stink Films dividiu o primeiro lugar com “This is America” de Childish Gambino.
Bem na sua cara.
Terminando… Pablo Vittar, na sede da ONU, em NYC, celebrando o aniversário da Rainha Elizabeth. Apenas.
A era do degelo.
Para terminar, a impactante foto viral que sozinha traduz o drama do derretimento de gelo na Groelândia.
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Um feriado relaxante!