ESPRESSOU-SE
“Roupas inapropriadas.” – 30 pessoas foram presas durante a aula de ioga no Irã. Namastê, bitches.
ESPRESSO NACIONAL
Diz Que Me Ama
A notícia.
Em clima de eleição presidencial, protestos a favor de Bolsonaro tomaram conta do país ontem.
Moendo os grãos.
O ‘bolsonarismo em sua mais pura forma’ testou a força pela primeira vez nesse domingo. Sem apoio de grupos que ajudaram a derrubar a ex-presidente Dilma e apoiaram a candidatura do agora presidente, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem Pra Rua, outros grupos, como Revoltados Online e Clube Militar, ajudaram a organizar os protestos de ‘apoio irrestrito’ ao governo.
2018, o ano sem fim.
Talvez insuflado pelas manifestações do dia 15 de maio contra cortes na Educação, Bolsonaro ajudou a encorajar as mobilizações e disse que participaria. Depois voltou atrás. Parece ter entendido que a campanha acabou, e não cabe ao chefe de Estado ficar convocando protesto a favor do governo (de apenas cinco meses) – num estilo que lembra o venezuelano Maduro.
Un-break my heart.
As manifestações dividiram a direita. A deputada do PSL, Janaína Paschoal, disse ser um erro: “Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações!”. Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL, chegou a ser chamado de ‘comunista’ por bolsonaristas ao dizer que “o governo Bolsonaro é refém de si mesmo”. Já o governador de SP, João Doria, disse que a “manifestação é inútil e inadequada”.
Não é fácil.
Entre faixas de “Sabemos que não é fácil” e “Olavo tem razão”, as pautas foram desde críticas ao ‘centrão’ e ao fechamento do Congresso à dissolução do Supremo, passando também pela reforma da Previdência. Houve ainda os bonecos gigantes ‘Super Moro’ e ‘Privileco’ – um servidor com dinheiro nos bolsos – , do mesmo criador do ‘Pixuleco’ – o boneco com a cara de Lula e roupa de presidiário.

ESPRESSO IMPORTADO
I (Heart) EU
A notícia.
Após 4 dias, a maior eleição da história do Ocidente terminou ontem. O Parlamento Europeu está mais fragmentado do que nunca.
Moendo os grãos.
Neste domingo, França, Alemanha, e Itália, além de outros 18 países, foram às urnas pra escolher os 751 representantes do principal órgão da União Europeia, com sede em Bruxelas. Desde quinta, quando foi dada a largada com as votações no Reino Unido e Holanda, milhões de europeus, em 28 países, votaram no futuro que imaginam para a Europa.
Death from inside.
O parlamento é composto pelos partidos europeus e a galera se divide em grandes blocos. Mas, pela primeira vez, desde que a União Europeia foi criada – após a derrota do Nazismo –, os dois grandes blocos que dominavam o parlamento europeu, o da centro-direita e o da centro-esquerda perderam maioria dando lugar a diversos partidos ultranacionalistas e populistas de extrema-direita.
Under pressure.
O presidente francês Macron, que disputa influência dentro do Parlamento Europeu com a segunda colocada das eleições presidenciais francesas, a ultradireitista Marine Le Pen, disse que este “é o momento mais arriscado da Europa desde a 2aGuerra Mundial”. Desde as últimas eleições no continente, há cinco anos, o Brexit se tornou realidade, a crise migratória explodiu, e partidos eurocéticos estão bombando.
Eurotrip.
Com os votos quase todos computados, os partidos contrários à União Europeia devem mesmo conseguir um terço das cadeiras. Tudo indica que a quarta maior força será o grupo ultranacionalista do vice-premiê italiano Matteo Salvini, que conta com o partido de Marine Le Pen e o partido de extrema-direita alemão, o AfD. Novos tempos.
DNA europeu.
Os partidos populistas de direita venceram na Inglaterra e Itália, enquanto Holanda e Espanha preferiram mensagens pró-Europa. Veja os resultados por país.
ESPRESSO SHOTS
Sumô, selfies, e armas.
Hoje é Memorial Day – feriado pra lembrar dos que morreram servindo às Forças Armas nos EUA –; os mercados não abrem. Trump passará o feriado no Japão, onde está desde sexta. Antes de partir, e se tornar o primeiro chefe de Estado a jantar com o novo imperador, o presidente invocou ‘poderes emergenciais’ pra vender armas pra Arábia Saudita, já que não tem apoio do Congresso – nem dos democratas e nem dos republicanos.
The end of May.
Após três anos, Theresa May – que assumiu justamente após os resultados do referendo que colocou o país rumo ao Brexit – disse na sexta que renunciará no dia 7 de junho como líder do Partido Conservador e, consequentemente, primeira-ministra do país. Quem deve virar o novo líder é Boris Johnson, um populista de direita super contrário à União Europeia. É Brexit sem acordo que vocês querem? Então toma…
Loucademia de polícia.
Veio à tona que o ex-assessor do agora senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz – que está sumido há tempos –, pagou em dinheiro vivo a conta de R$ 64,28 mil no Hospital Albert Einstein, em SP, além de mais R$ 69 mil à equipe médica. Sim, tudo em espécie. Falando em filhos do presidente, o 02, Eduardo Bolsonaro, se casou no sábado em uma luxuosa cerimônia aos pés do Cristo.
Everest in peace.
O Monte Everest, o mais alto do mundo, está cada vez mais cheio, e os engarrafamentos de gente rumo ao topo têm matado alpinistas. No sábado, morreu um britânico; são agora 10 alpinistas mortos tentando escalar o Everest nessa temporada de abril e maio. Ontem o Nepal negou que a superlotação seja ‘a única razão’ das mortes.
C’est fini.
Terminando… chegou ao fim o Festival de Cannes. O principal prêmio, a Palma de Ouro, ficou com o sul-coreano “Parasite”. Mas teve brasileiro brilhando também. “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho, levou o importante Prêmio do Júri, já a coprodução brasileira “The Lighthouse” venceu o prêmio da imprensa.
O meu destino é ser asteroide.
Para terminar, a brasileira que terá um asteroide com o seu nome.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, asteroides, e a roupa de ioga que te faz se sentir confortável pra espresso@espressonoticia. com.br
Que a sua segunda-feira seja produtiva. Até amanhã.