ESPRESSOU-SE
“Que o simbolismo gere prática.” – Maju sobre se tornar a primeira negra na bancada do JN. Um sorriso negro traz felicidade.
ESPRESSO NACIONAL
Você Partiu Meu Coração
A notícia.
Em menos de dois meses de governo, hoje cai o primeiro ministro de Bolsonaro.
Moendo os grãos.
O ministro da Secretaria-geral, Gustavo Bebbiano, que foi braço direito e presidente do PSL durante a campanha, será demitido hoje. No sábado, Bebbiano escreveu nas redes sociais sobre ‘lealdade’ – o que foi visto por muita gente como uma indireta ao presidente, que chegou a oferecer ao ministro uma diretoria em uma estatal – Bebianno não aceitou.
Laranjal da discórdia.
Na reunião tensa que tiveram na sexta, Bebianno chamou o presidente de “desleal“, depois se disse arrependido da eleição e que Bolsonaro “é um perigo”.A crise começou sutilmente com um esquema de candidaturas laranjas no PSL, mas só esquentou mesmo depois que o filho Carlos Bolsonaro pediu a cabeça do ministro, chamando-o de “mentiroso”. Eles não se bicam desde a campanha.
Eu gosto tanto de você.
Em meio ao bafafá, diversos ministros, políticos, além da ala militar do governo, e até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, apoiaram Bebianno e pediram pra ele ficar. Mas não adiantou. A gota d’água teria sido conversas que Bebianno vazou entre ele e Bolsonaro, que não gostou nadinha de ver as transcrições na imprensa.
Filhocracia?
Para Janaína Paschoal, deputada pelo PSL, ninguém sabe ao certo por que ministro tá sendo afastado e um presidente “precisa de critérios claros”. No PSL, no governo, e em Brasília, todos ainda consideram grave que os rumos palacianos estejam sendo ditados pelos filhos do presidente. Filhos, melhor não tê-los.
Mas afinal.
Quem é Carlos Bolsonaro? Em 500 tuítes, um levantamento mostra que o “02” faz ataques em 70,2% do tempo; elogios são 8,8%, e, em seu perfil, 8,4% são citações a ações do governo.
Enquanto isso…
Em meio à confusão no PSL, o clã Bolsonaro já procura outro partido. Partiu.

ESPRESSO IMPORTADO
You’re My Wonderwall
A notícia.
Trump declarou ‘emergência nacional’ e abriu um precedente perigoso.
Moendo os grãos.
Qual o limite dos poderes presidenciais? É o que os EUA vão passar a discutir agora que Trump declarou emergência para que possa construir seu muro na fronteira com o México, já que o Congresso não lhe deu dinheiro pra tal. Com a ‘emergência nacional’, ele pode remanejar o orçamento e usar o dinheiro como bem entender – sem o ‘ok’ do Congresso.
Fake emergency.
Nos jardins da Casa Branca, ele defendeu a emergência dizendo que os EUA estão sendo invadidos, “há uma invasão de criminosos no país”, e que a imigração ilegal tá fora de controle. Mentira. Todas as suas afirmações são exageradas ou falsas. A imigração ilegal caiu quase 20% desde 2000; o ano de 2017 teve a menor taxa de imigrantes apreendidos na divisa com o México desde 1971.
Mas 2020 vem aí.
Presidentes já declararam ‘emergência nacional’ por diferentes razões – Obama quando quis congelar negócios com a Líbia, e Bush, no 11 de setembro, claro, pra mobilizar o Exército mais facilmente. Mas a ‘emergência’ de Trump é diferente de tudo que veio antes – ninguém nunca usou a ferramenta simplesmente pra passar por cima do Congresso e pagar uma promessa eleitoral.
Ring the alarm.
Os democratas vão processar o presidente por ‘inconstitucionalidade’. E gente do próprio Partido Republicano de Trump diz que, no futuro, qualquer presidente poderá falar em ‘emergência’ quando quiser honrar promessa de campanha. Oopsie.
ESPRESSO SHOTS
Waka waka.
Depois de meses de campanha, o país mais populoso da África, a Nigéria, estava prontinha pra escolher seu presidente neste sábado, quando, de repente, horas antes das urnas abrirem, as eleições da maior democracia africana foram adiadas – pro dia 23. De acordo com a comissão eleitoral, foi uma decisão difícil, mas o fato é que urnas não haviam chegados a todos os cantos do país.
Essa mina é loka.
Mais de 150 moradores foram obrigados a sair de casa em Nova Lima, região metropolitana de BH, por culpa de duas barragens da Vale que ameaçam se romper – no sábado, uma empresa de auditoria se negou a atestar segurança das barragens. Ainda sobre a Vale, na sexta, a polícia prendeu oito funcionários da empresa que já sabiam do risco na mina de Brumadinho.
Luz, câmera, Marielle presente.
O Berlinale – o Festival de Cinema de Berlim – começou semana passada e na sexta foi a vez da estreia do brasileiro “Marighella”, sobre o guerrilheiro e poeta baiano que se tornou símbolo da resistência contra a ditadura militar (1964-1985). O tapete vermelho contou com Wagner Moura, Marielle, e selinho em Jean Wyllys – sua primeira aparição desde que desistiu do mandato e saiu do Brasil.
Come on, vogue for the environment.
Terminando… protestos contra o aquecimento global atrapalharam o London Fashion Week, que começou no final de semana. Ontem as ruas ao redor do desfile de Victoria Beckham foram bloqueadas por um grupo que pede ao Conselho de Moda que declare “emergência climática” e trabalhe contra “o consumo excessivo”.
Goodbye, hello.
Para terminar, após o fracasso do Fyre Festival, Ja Rule quer mais um festival… por favor, não! Ah, quem ficou noivo foi Katy Perry e Orlando Bloom – com direito a anel de rubi.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e anéis de rubi pra espresso@espressonoticia.com. br
Que você tenha um início de semana produtivo. Até amanhã.