ESPRESSOU-SE
“Contra nossas regras.” – Disney World é um dos lugares mais populares para espalhar as cinzas de entes queridos, há até código pra reportar isso. Happiest place on Earth.

MOSTRA A TUA CARA
A notícia.
No penúltimo Datafolha antes do grande dia, Bolsonaro cai, Haddad sobe, e a diferença diminui seis pontos.
Moendo os grãos.
O Datafolha confirmou ontem o que o Ibope mostrou: leves oscilações e movimentaçõesinhas, que vem preocupando a campanha de Bolsonaro. O candidato do PSL continua favorito a sentar na cadeira em 2019, mas a diferença entre ele e Haddad vem diminuindo. Em votos válidos, o ex-capitão tem 56% e o ex-prefeito, 44%. Semana passada, eles tavam em 59% a 41%.
Sem lenço e sem documento.
O fato é que não está em jogo só o novo presidente do Brasil, mas todo o desenho político da nação. Qual será a força do PT pós-eleição? Qual partido vai liderar de fato a oposição contra Bolsonaro? Qual será o tamanho da oposição?
Agenda.
Hoje sai uma nova pesquisa Ibope e amanhã sai o último Datafolha.
O jogo só acaba quando termina.
Bolsonaro pediu mais empenho dos apoiadores. No início da semana, ele chegou a dizer que tava com a “mão na faixa”, mas a ordem agora é controlar tanto otimismo. Bolsonaro ainda vem diminuindo o tom. Depois de voltar atrás na ideia de fundir o ministério da Indústria, ele disse ontem que ficará no Acordo do Clima de Paris. Hora de segurar voto.
Don’t stop believin’.
Já Haddad aposta num corpo a corpo e um ‘clima de virada’. Hoje ele vai a João Pessoa e Salvador; mas encerra a campanha amanhã é em SP. Depois de gastar os primeiros dias apostando que Marina, Ciro, e até FHC, iriam unir-se em volta de si – a tal ‘frente democrática’ –, Haddad agora focou na ‘reconexão’ com o eleitor histórico do PT. Equipes têm batido em porta e porta nas periferias. Hello, it’s me.
Chega de saudades.
Mas ele ainda fala todo dia em Ciro – até sua esposa já está com ciúmes. Ciro, por sinal, chega hoje da Europa e Haddad sonha que ele faça algo mais inspirado e pessoal. O PDT, logo no início, concedeu ‘apoio crítico’, mas Ciro nunca fez comício, discurso, ou gravou nada; ele ainda morre de raiva das tentativas de Lula de atrapalhar sua candidatura.
Muda Brasil.
Se ganhar no domingo, Bolsonaro não fará o tradicional discurso de vitória num salão de hotel ou algo tipo. O plano hoje é uma transmissão ao vivo pelo Face.
De mudança.
O ‘palácio’ provisório que receberá o presidente eleito e a equipe de transição passa pelos últimos ajustes. Mas a menos de 48 hrs, ainda não tá pronto.
É Proibido Proibir
Enquanto isso.
Universidades de todo o país repudiaram ontem as revistas, apreensões, e exageros de PMs e da Justiça Eleitoral. Na Paraíba, policiais militares e fiscais do TRE-PB entraram nos campi e levaram panfletos em defesa da democracia que nem citavam candidatos. No UFF, uma juíza ordenou a retirada de uma faixa “UFF Antifascista” no prédio do Direito. No Rio, uma professora foi interrogada ao comparar um filme ao atual cenário político – ela foi ‘denunciada’ por um aluno.
De Norte a Sul.
Um total de 17 universidades em 9 estados foram alvos ontem. A OAB (Ordem dos Advogados) soltou uma nota dizendo que “a manifestação livre, não alinhada a partidos, não pode ser confundida com propaganda eleitoral”. E lembrou que a “autonomia universitária é garantida pela Constituição”. Fica a dica.
Vamos aos estados
Só quando cruza a Ipiranga e Av. São João.
Em SP, o neo-tucano João Doria e Márcio França, do PSB, voltaram a se atacar. Eles haviam selado um ‘pacto de não-agressão’ que não durou. Doria vestiu a capa anti-PT, se colou em Bolsonaro, e tentou colar ‘a esquerda’ em França, que, por sua vez, mostrou Doria como um oportunista ambicioso que prometeu não largar a prefeitura, e agora tem a pior popularidade na capital.
Datafolha paulistano.
Votos válidos: Doria com 52% e França com 48%. Tudo pode ser.
Braços abertos sobre a Guanabara.
No Rio, as porradas do ex-prefeito Eduardo Paes no ex-juiz Witzel (Partido Cristão) foram certeiras. Houve pergunta sobre dinheiro vivo pago ao advogado do traficante Nem, e a placa de Marielle quebrada num comício de Witzel, que, por sua vez, tentou colar Paes ao ex-governador Cabral. Já Paes lembrou que o ex-juiz é apoiado por Crivella.
Datafolha fluminense.
Votos válidos: Witzel com 56% e Paes com 44%. A diferença caiu 12 pontos. Ui
ESPRESSO SHOTS
Não para não.
Uma caçada humana tá rolando nos EUA pra descobrir quem está mandando as bombas para os mais importantes americanos, como os ex-presidentes Obama e Clinton. Parece que a coisa tá vindo da Flórida. Ontem novas correspondências explosivas foram interceptadas: dessa vez, para o ex-presidente Joe Biden e o ator Robert De Niro, que também já criticou muito Trump. No total, já são 10 casos.
Mil e uma dúvidas.
O príncipe saudita voltou atrás ontem e agora concorda com a Turquia de que o assassinato do jornalista Jammal foi um ‘crime premeditado’- e não uma morte acidental por conta de uma briga, como foi dito antes. O jornalista sumiu no início do mês ao entrar no consulado saudita em Istambul. Ontem o filho de Khashoggi deixou a Arábia Saudita rumo aos EUA. E a chefe da CIA voltou da Turquia. Continua.
Oopsie.
Para terminar, gente como a gente: Meghan saiu de casa com um vestido ainda com a etiqueta pendurada. Acontece.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e roupas (com etiquetas) pra espresso@espressonoticia.com.
Nos vemos segunda. Vote consciente.