ESPRESSOU-SE
“Estava bebendo tranquilamente.” – os clientes de um bar na França foram surpreendidos por um cavalo que entrou em disparada. Douce France.

Juízo Final
A notícia.
Pela primeira vez em mais de 20 anos, o Brasil não escolherá entre PT e PSDB.No dia 28, Bolsonaro enfrenta Haddad.
Moendo os grãos.
Com o país mais dividido do que nunca, e a eleição mais polarizada desde à volta da normalidade democrática, os brasileiros escolheram ontem seu possível futuro presidente: Bolsonaro ou Haddad, os dois que têm as maiores taxas de rejeição, vão duelar em poucas semanas. Bolsonaro chegou forte marcando 46%, já Haddad marcou 29% – o segundo pior desempenho do PT desde 1989.
Deu onda – ultraconservadora.
A onde bolsonarista tomou conta do país, e Bolsonaro venceu em todas as capitais, exceto no Nordeste – que se tornou resistência contra o fenômeno populista-nacionalista de extrema-direita. Ele levou 16 estados; Haddad levou 9. Santa Catarina foi o estado mais bolsonarista: o candidato do PSL alcançou 66%. Já o estado mais haddadista foi o Piauí: 62% dos votos.
E o resto?
Ciro tentou, tentou, mas não conseguiu e fechou o primeiro turno com 12,5%. Em quarto veio Alckmin com quase 5%. Em 5o, João Amoedo com 2,5%; em 6o, o Cabo Daciolo com 1,26% (glória a Deus); em 7o, Meirelles com 1,20%; em 8o, Marina com 1%. Já Álvaro Dias, Guilherme Boulos, e outros nanicos marcaram menos de 1%. A abstenção (os que faltaram) foi de 23% – a maior desde 1994.
Fato é.
Em 70% dos casos, quem chegou liderando ao segundo turno, venceu; e quem chegou com diferença maior que 10%, ganhou em 90% das eleições. Ou seja, tempos difíceis pra Haddad. Tanto ele quanto Bolsonaro precisam agora caminhar pro centro. Muitos na campanha de Haddad dizem que é hora de fazer um gesto de boa vontade. Já Bolsonaro diz que não quer apoio de partidos, ele quer apoio de pessoas.
Vou dar a volta no mundo.
No exterior, Bolsonaro venceu com 58%, já Ciro veio em segundo com 14%, seguido por Haddad com 10%; João Amoedo teve 7%; Alckmin, 2%.
O Congresso
Está mais conservador.
Houve certa renovação, mas pouca. Fato é, muitas ‘estrelas’ não se reelegeram: o presidente do Senado, Eunício de Oliveira; a ex-presidente Dilma; o quase-vice de Bolsonaro, Magno Malta; o ex-senador Suplicy. Entre os eleitos, a deputada estadual mais votada da história é a advogada do impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, e o deputado federal mais votado da história é o filho de Bolsonaro.
O que vem por aí.
O PSL, de Bolsonaro, terá segunda maior bancada da Câmara: 51 deputados (em 2014, era apenas um). O PT é a maior bancada da Casa: 57 deputados (em 2014, eram 70). O PP é o terceiro maior partido; MDB vem em quarto.
Vamos aos Governadores
No Rio, habemus 2o turno.
Que será entre o candidato de Bolsonaro, Wilson Witzel, e o ex-prefeito Eduardo Paes. Surpresa: bye bye Romário. Já em SP, João Doria (PSDB) vai enfrentar França (PSB) – Doria declarou apoio a Bolsonaro. Em Minas, o petista Fernando Pimentel não se reelegeu, e o 2o turno será entre o Partido Novo e o tucanoAnastasia. Alaranjou. No Nordeste, o PT fez três governadores – dois a menos que em 2014; na Bahia, o petista Rui Costa se reelegeu com 75%.
Leste, Oeste, Norte, Sul.
Na Capital Federal, o ex-presidente do OAB do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) enfrentará o governador Rollemberg (PSB). Vibes sulistas: no RS, MDB enfrenta o PSDB. Em Santa Catarina, segundo turno contará com o candidato de Bolsonaro. Resumindo: das 27 unidades federativas, haverá segundo turno em 14.
Mas Que Nada
Qualquer semelhança é mera coincidência?
“Ao longo da década de 1920, Adolf Hitler era pouco mais do que um ex-militar bizarro de baixo escalão, que poucas pessoas levavam a sério. Ele era conhecido principalmente por seus discursos contra minorias, políticos de esquerda, pacifistas, feministas, gays, elites progressistas, imigrantes, a mídia e a Liga das Nações, precursora das Nações Unidas”: Por que votamos em Hitler?
Uma boa notícia, por favor.
O Datafolha mostrou que a Democracia tem a maior aprovação entre brasileiros desde que a normalidade democrática retornou em 1989. De acordo com a pesquisa, 69% dos brasileiros consideram a democracia a melhor forma de governo. Né?
Enquanto isso.
A polarização eleitoral tem abalado seriamente as relações familiares. Inhale, exhale.
ESPRESSO SHOTS
To the right, to the right.
Após muitas polêmicas, protestos, denúncias de abuso sexual, e uma longa batalha de 90 dias, que dividiu o país, o indicado de Trump ao Supremo foi enfim confirmado pelo Senado – por 50 a 48. Brett Kavanaugh influenciará os rumos do país pelas próximas décadas e a Suprema Corte – que tava dividido entre 4 conservadores e 4 progressistas – se torna assim de maioria conservadora.
Cadê o jornalista que tava aqui?
A Turquia concluiu no sábado que um famoso jornalista saudita foi assassinado no consulado da Arábia Saudita, que nega tudp. Semana passada, Khashoggi, que escreve pro Washington Post inclusive, e sempre foi muito crítico do governo saudita, foi ao consulado saudita em Istambul recolher uns documentos para uma reportagem, mas nunca mais foi visto.
Avant-garde.
Não deu outra, a galera foi ‘banksiada’. Todos que assistiam ao leilão de “Menina com balão”, de Banksy, ficaram em choque quando a obra se ‘autodestruiu’, logo depois de ser arrematada por £ 1 milhão. O quadro começou a sair pela parte inferior da moldura, onde havia um triturador escondido. Marketing ou crítica à mercantilização da arte? Ninguém entendeu direito. Gênio.
When it all falls down.
Para terminar, diga adeus às redes sociais de Kanye West.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e dicas para sobreviver o atual momento político pra espresso@espressonoticia.com. br
Que você tenha uma segunda produtiva e reflexiva. Até amanhã.