ESPRESSOU-SE
“Sugere que egg muffins são melhores.” – uma propaganda que zomba do avocado no café da manhã foi suspensa por incentivar escolhas alimentares ruins. Leave my avocado toast alone.

Que País É Este?
A notícia.
Enquanto os presidenciáveis se enfrentavam na Globo, Bolsonaro fazia palanque na Rede Record de Edir Macedo.
Moendo os grãos.
Alguns falam em crime eleitoral, mas o fato é que conceder entrevista na hora do último debate presidencial nunca aconteceu antes nessa jovem democracia de 30 anos. Haddad, Meirelles, e Boulos foram alguns do que pediram ao TSE a suspensão da entrevista. Não rolou. Enquanto Bolsonaro colocou o médico pra dizer que ele não participaria, os candidatos o chamaram de ‘covarde’ e ‘frouxo’.
Vamos ao debate então.
Em meio ao provável cenário Bolsonaro-PT no segundo turno, Ciro; Marina; Meirelles; e Alckmin fizeram uma dobradinha, ora atacando PT, ora atacando Bolsonaro. Ciro foi o que mais lembrou das controvérsias entre o candidato do PSL, seu vice Mourão, e Paulo Guedes. Já Alckmin parecia que já tinha largado a toalha; tava desolado, sem energia, mas polarizou com PT e Bolsonaro.
Último round.
O fato é que faltou bater com força no líder das pesquisas, que por não estar presente, ficou mais protegido. O momento mais forte do debate deve ter sido quando Guilherme Boulos lembrou o valor da democracia e o sangue que já foi derramado para que estivéssemos agora discutindo o futuro do país: “Ditadura Nunca Mais”.
Se liga.
Fernando Haddad ainda não entendeu que o novo rival é Bolsonaro – e não os tucanos. Ele tentou rivalizar com o PSDB e não fez a tão necessária autocrítica do PT, mesmo quando confrontado por Marina. O petista simplesmente ignorou a candidata, além de fingir que o governo Dilma não existiu.
Contrata-se: Presidente
Saindo da TV.
Nas redes sociais, a distribuição de notícias falsas aumentou 10 vezes mais nesta reta final da campanha. Manuela D´Ávila não usou uma camiseta com os dizeres “Jesus é travesti”. “Haddad e o PT não distribuíram mamadeiras eróticas com bico em formato de pênis nas escolas.”: As redes de WhatsApp pró-Bolsonaro são mais disseminadas e tem mais alcance do que o PT.
É chegada a hora.
No Datafolha divulgado ontem, Bolsonaro cresce 3 pontos e vai a 35%, já Haddad foi de 21 pra 22; Ciro ficou em 11%. O melhor desempenho de Bolsonaro é entre os que tem mais dinheiro, onde ele chega a 56%.
Following the leader.
Na campanha de Haddad, muita gente ligada a ele acha que é preciso ser menos ‘advogado de Lula’, mas o PT é totalmente contra a estratégia de tentar descolá-lo do ex-presidente. Na campanha de Alckmin, o clima é de desalento; ele tem visto aliados vazando sem parar. E Bolsonaro já tenta montar no Congresso uma base com a ‘bancada BBB’ (Bala, Bíblia, Boi).
Enquanto isso.
Hackers russos vem tentando interferir nas eleições brasileiras. Acontece nas melhores democracias.
ESPRESSO SHOTS
Blessed de fruit?
Os EUA vão parar hoje para votar uma primeira confirmação ao indicado de Trump à Suprema Corte. Ontem centenas de mulheres foram presas ao protestar em frente ao Supremo. A investigação do FBI sobre acusações de abuso sexual contra Brett Kavanaugh foi concluída e, de acordo com os senadores republicanos, nada foi encontrado, já os democratas dizem que a investigação é incompleta.
Política do ódio.
Flávio Bolsonaro, filho do candidato à presidência, disse ontem que seus aliados que destruíram a placa em homenagem à Marielle Franco apenas “reestabeleceram a ordem”. Anteontem, os candidatos ao Senado pelo partido de Bolsonaro – um deles foi candidato a vide de Flávio Bolsonaro – arrancaram e partiram ao meio a placa no centro do Rio. Civilidade e humanismo.
Disse me disse.
A atriz Drew Barrymore disse ontem que “não participou” de uma entrevista bizarra que saiu na revista de bordo da Egyptair. Ela agora tem brigado com a cia aérea sobre a veracidade das frases.
Imagine all the people.
Para terminar, hoje é dia de Nobel da Paz.
Por favor, mande qualquer notícia, críticas, comentários, e sugestões de café da manhã (com avocado) pra espresso@espressonoticia.com.
Vote consciente. E VIVA A DEMOCRACIA!