ESPRESSOU-SE
“Sábado às 12:45 am.” – policial do FBI fez um passinho mais ousado na boate, deixou a arma cair e acidentalmente atirou numa pessoa. Killer moves.
ESPRESSO NACIONAL
Fico Assim Sem Você
A notícia.
Caiu o presidente da Petrobras, pivô da crise que parou o Brasil.
Moendo os grãos.
Valeu, foi bom, adeus. Pressionado pela longa crise dos caminhoneiros, e com sua política de preços sendo atacada inclusive por gente dentro do governo, Pedro Parente entregou sua cartinha de demissão na sexta: “Um emocional debate sobre as origens da crise colocou a política da Petrobras sobe intenso questionamento. Não serei empecilho para discussões alternativas.”
Hasta la vista, baby.
Parente assumiu dois anos atrás como a “esperança” de quem achava que a política tinha que passar longe da estatal. No início do ano, a Petrobras até apresentou lucro pela primeira vez desde 2014. No entanto, os reajustes diários – o mais recente nesse sábado –, para acompanhar o mercado internacional, terminaram por inflar a maior greve de caminhoneiros que o país já viu.
A dor desse amor.
Em meio à paralisação, muita gente pediu sua cabeça. Não deu outra. Para o mercado, é sinal de que a política voltará a dar as cartas dentro da estatal – que só na sexta perdeu R$ 46 bilhões de valor de mercado. Ou seja, desde que começou o bafafá, em 21 de maio, a Petrobras já vale R$ 143 bilhões menos.
Chegueeei.
Em meio à solução “caseira”, Temer queria logo um novo nome para acalmar os mercados, assume agora o executivo Ivan Monteiro, que diz que a política de preço não mudará. Então tá.
Em tempo.
A greve dos caminhoneiros também trouxe à tona a discussão sobre tributação. Assim pensam os pré-candidatos sobre impostos.

ESPRESSO IMPORTADO
You Say Goodbye, I Say Hello
A notícia.
O drama europeu continua. O governo espanhol caiu; já a Itália agora tem um governo anti-UE (União Europeia).
Moendo os grãos.
Pra quem estiver indo pra Europa, é isso o que você precisa saber: na sexta, o primeiro-ministro espanhol, o conservador Mariano Rajoy, foi afastado pelo Parlamento por 180 dos 350 votos. Adiós. Em meio a um escândalo de corrupção, o fim de Rajoy era esperado, e quem assumiu foi o progressista Pedro Sánchez, do Partido Socialista espanhol, que já chegou chegando.
La casa sin papel.
Sánchez tomou posse, ao lado do antecessor Rajoy e do rei da Espanha Felipe VI, sem os elementos católicos de praxe. É a primeira vez na história da democracia espanhola, que um primeiro-ministro faz o juramento sem Bíblia e crucifixo. Ui.
Out with paella, in with pasta.
E após 88 dias de vai não vai, impasses políticos, negociações mil, e muita tensão nos mercados, a Itália agora tem novo governo. Após dizer ‘não’, o presidente mudou de ideia e deu sinal verde para que os dois partidos – super populistas – mais votados indiquem o primeiro-ministro. Nunca antes um país da UE teve um governo populista. Dios mio.
ESPRESSO SHOTS
Because of you.
Um novo relatório da ONU mostra que a desigualdade nos EUA vem aumentando por conta das novas políticas de Trump, que privilegiam os mais ricos e priva programas sociais. Enquanto isso, cartas do advogado de Trump divulgadas ontem pelo NY Times mostram que ele pensou – ou pensa – em usar o ‘perdão presidencial’ para livrar a si mesmo da investigação da Rússia. Pode isso, produção?
What goes around…
‘Triste e insultado’, é assim que o Canadá se sente, disse Justin Trudeau ontem sobre as tarifas que Trump enfim colocou sobre o aço que vem de lá e da Europa – sim, países super amigos. Trump diz que isso protegerá empregos americanos – economistas discordam. Já os efeitos indiretos serão tensos: a Europa e o Canadá também vão taxar diferentes coisinhas americanas. Real oficial: é guerra comercial.
Toca (ntins) de novo.
Ontem foi dia de eleições no Tocantins. A galera teve de voltar às urnas, pois o governador foi cassado – a o vice também. Outras 20 cidades – como Teresópolis no Rio – também realizaram as chamadas ‘eleições suplementares’, já que tiveram prefeitos afastados pela Justiça Eleitoral. No Tocantins, a disputa pelo mandato tampão que dura até o final do ano agora segue pro 2o turno.
It’s pride month.
Em meio aos ‘Fora Temer’ e fantasias camufladas – pedindo ‘intervenção do amor’–, o tema da 22a parada do Orgulho LGBT foi o voto consciente. Dia de festa, mas mais do que isso, dia de reforçar a luta pela diversidade. Se em 1989, a Dinamarca se tornou o 1o país do mundo a legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo, o caminho ainda é bem longo. 2017 foi o ano em que mais morreram LGBTs no Brasil – apenas por serem quem eram. Viva o amor.
We are back, bitches.
Para terminar, o comeback de Neymar contra a Croácia. E hoje tem um comeback que não se vê desde 2016: Serena contra Sharapova no Open da França.