ESPRESSOU-SE
“Fora de questão.” – o Louvre não está disposto a aceitar a ideia da ministra de Cultura da França e colocar Mona Lisa para viajar o mundo. Não sou obrigado a nada. A nada.
ESPRESSO NACIONAL
A Casa Que Eu Te Dei
A notícia.
O Supremo mandou Paulo ‘Rouba, mas Faz’ Maluf para casa ontem. Lar, doce lar.
Moendo os grãos.
O ministro do Supremo Dias Toffoli disse que o deputado, e ex-prefeito de SP, passa por graves problemas de saúde e deu sinal verde para que ele fosse transferido para prisão domiciliar. Amigos dizem que Maluf teve crise de pânico na cadeia; ontem ele foi internado em um hospital.
Foi eterno enquanto durou.
O deputado de 86 anos foi condenado em maio do ano passado, mas em meio aos últimos recursos no Supremo, ele foi parar na cadeia – por desviar dinheiro da prefeitura de São Paulo entre 1993 e 96 – só em dezembro, quando Edson Fachin bateu o martelo.
Liberté, égalité, fraternité.
Em março de 2016, a França já havia se antecipado e condenado Maluf a 3 anos de prisão por lavagem de dinheiro em território francês. Por sinal, ele é um dos brasileiros na lista da Interpol, a polícia internacional. Arrasa.

ESPRESSO IMPORTADO
Eu Falei Faraó
A notícia.
Ontem foi o terceiro e último dia de eleição presidencial no Egito.
Moendo os grãos.
Os egípcios têm três dias para escolherem seu novo líder. Após as 72 horas: votação encerrada. Aí rola ainda um longo tempo para a contagem. Mas pra quê aguardar tanto se já sabemos o vencedor? Será reeleito Abdel Fatah al-Sisi, que assumiu em 2013, ao dar um golpe de estado em Mohamed Mursi, o primeiro presidente egípcio democraticamente eleito.
Que golpe foi esse?
Sisi, um militar, era ministro de Defesa de Mursi, o primeiro presidente civil do Egito, que foi eleito justamente em meio à tal ‘Primavera Árabe’ (2010).
Primavera?
Sim. Movimento de imensas manifetsações no Oriente Médio e Norte da África que derrubou muita gente. Pois bem, no Egito, os protestos derrubaram o então ditador, há 30 anos no poder, Hosni Mubarak.
Vai, chuva!
Fato é que nem Mubarak nem Mursi estão mais no poder, e os jovens andam mais decepcionados do que nunca com a primavera. Sisi é muitas vezes mais ditatorial do que Mubarak.
ESPRESSO SHOTS
I’m coming home.
A mais jovem ganhadora do Nobel de Paz, que se tornou símbolo dos direitos humanos, a paquistanesa Malala Yousafzai, voltou ontem ao seu país pela primeira vez desde que o Talibã parou seu ônibus escolar, em 2012, perguntou ‘quem era Malala’ e atirou – tudo por que ela defendia educação para meninas. Ela vai ficar quatro dias no Paquistão e se encontrará com o premiê.
Velho oeste tupiniquim.
O presidente Temer, os presidentes da Câmara e do Senado, além de todos os presidenciáveis (menos Bolsonaro), condenaram ontem o atentado que a comitiva de Lula sofreu no Paraná – dois ônibus foram alvos de tiros. Os tiros ecoaram pelo WSJ, Guardian, Le Monde e mostraram que a violência política no país vai aumentando. Protestar é parte do jogo democrático, violência é inaceitável.
Bebeu água? Tá com sede?
A Nestlé vendeu suas águas brasileiras para o grupo familiar Edson Queiroz, que é dono das águas Indaiá e Minalba, e lidera o mercado por aqui. O negócio envolve, além da Nestlé Waters (Petrópolis e São Lourenço), as fábricas do Rio, SP e Minas. A Indaiá | Minalba ainda fica com a concessão de distribuição das marcas globais S. Pellegrino e Acqua Panna.
Luz na passarela.
Para terminar, Gisele ama Dunkin’ Donuts. ‘Sério’, diz o WSJ, que traz uma entrevista que vai de feminismo e assédio a Versace.
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Tenha uma quinta-feira esplendorosa.