ESPRESSOU-SE
“Por favor, você galoparia pra gente?” – a anfitriã de uma festa de gala pediu, e o príncipe William fez sua dancinha do cavalo. Kate e a internet foram à loucura.
ESPRESSO NACIONAL
Entra e Sai, Entra e Sai
A notícia.
Alguém segura Gilmar Mendes. Ontem o juiz supremo mandou soltar mais um preso: o ex-governador Anthony Garotinho.
Moendo os grãos.
Gilmar já garantiu 4 solturas só ao amigo Jacob Barata, o ‘rei do ônibus’. Nessa semana, ele ainda mandou pra casa a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, e ontem, para fechar os trabalhos antes do Natal, o ministro da mais alta corte do país soltou Garotinho, preso mês passado pela Polícia Federal, em meio a um esquema de propina com a JBS.
Gilmãe.
No Supremo, já ficou claro, há aqueles que prendem – como Edson Fachin – e os que não estão nem aí para a Polícia Federal, o Ministério Público e os próprios colegas do Judiciário – como Gilmar.
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
Mês passado, o Rio chegou a ter mais ex-governadores presos do que soltos. Mas agora Rosinha e Garotinho já estão em casa. Então é Natal.
ESPRESSO IMPORTADO
Eu Vou de (Black) Táxi
A notícia.
A mais alta corte da União Europeia bateu o martelo ontem: o Uber tem de ser regulado como os táxis. Ui.
Moendo os grãos.
O julgamento vinha rolando há meses e ontem saiu o veredito contrário ao que queria a startup mais valiosa do mundo. O Uber dizia ser ‘plataforma de serviços digitais’, o que lhe garantiria menos impostos e menos regulações, mas o tribunal considerou a startup um serviço de carros, assim como táxis. Sorry not sorry.
Metamorfose ambulante.
Aqui no Brasil, depois da pressão do app, a decisão de considerá-la serviço de táxi foi adiado, depois que o Senado resolveu reverdois pontos polêmicos da regulamentação. Com isso, a lei – aprovada em abril pelos deputados – voltou pra Câmara.
Por sinal, só em 2017.
O Uber foi proibido em Londres e na Dinamarca. A maré mudou e as gigantes de tecnologia vêm sofrendo cada vez mais pressão e regulação. Que venha 2018.
ESPRESSO SHOTS
Miss independent.
Hoje, depois de dois meses desde aquele referendo que incendiou a Espanha, a região da Catalunha voltará às urnas para escolher um novo líder. Isso por que após a declaração de independência catalã, o Senado espanhol apertou um botãozinho – artigo 155 – que retirou os poderes, o líder, retirou tudo de Barcelona, e garantiu à Madrid controle total. A pergunta hoje é: os separatistas vencerão com força? Ay, caramba.
Stop right now, thank you very much.
Ontem, pela primeira vez, a União Europeia resolveu aplicar medidas disciplinares contra um membro, a Polônia, que vem fazendo uma ‘reforma judicial’ super polêmica. Faz uns dois anos que o país começou a interferir no Judiciário. Em julho, o Senado – dominado pelo partido ultranacionalista do presidente – chegou a aprovar uma lei para demitir juízes do Supremo, exceto os que o presidente gosta. Agora, pare.
Dinheiro na mão é vendaval.
Um milhão e meio de servidores em 5 estados não terão o 13o esse ano. Enquanto isso, o governo Temer recorreu ontem depois que o Supremo manteve o reajuste dos servidores federais em 2018. Detalhe: o Supremo entrou em recesso ontem, mas o governo quer que a presidente Cármen Lúcia analise isso nas férias natalinas. Já em SP, os vereadores – de PSDB a PT – aprovaram 13o pra eles. Feliz Natal.
(Spot)lights off.
Morreu aos 86 anos o cardeal Bernard Law, ex-arcebispo de Boston, que ajudou a esconder vários casos de abuso sexual de garotinhos pela Igreja Católica. Ele nunca foi acusado de abuso, mas nos anos 2000, virou o centro do mega escândalo quando veio à tona que ele protegia e transferia os padres pedófilos para abafar a situação. Se isso te lembra algo, é por que “Spotlight” foi baseado nele.
Que país é esse?
Para terminar, como faz todo ano, a The Economist acaba de revelar ‘o país do ano’. No passado já deu Myanmar e Tunísia… e esse ano? Argentina, Coreia do Sul ou França?
Que você tenha uma quinta-feira radiante. Nos vemos amanhã.