ESPRESSOU-SE
“Às vezes quando rezo, caio no sono.” – o Papa. Acontece.
ESPRESSO IMPORTADO
When You Wish Upon a (David) Star
A notícia.
Cem anos disso, cem anos daquilo, mas ontem marcou – talvez – os 100 anos mais significativos de todo o século 20. Ui.
Moendo os grãos.
Em novembro de 1917, o ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha escreveu um texto de 67 palavras que mudou o mundo para sempre. Nele, ele expressou todo o apoio dos britânicos a uma casa para os judeus. Na época, encontrava-se tudo sob o Império Otomano – que dominou o Oriente Médio por 600 anos, mas começava a ruir. So long, farewell.
Wait a minute, Mr. Postman.
Escrita pelo Lorde Balfour para o Barão Walter Rothschild, o cabeça do lado britânico da poderosa família de banqueiros, a carta deixava claro que o governo inglês achava que era hora de um estado israelense. Levaria ainda mais 3 décadas – e a segunda Guerra Mundial – para que os judeus finalmente ganhassem um país para chamar de seu; isso em 1948.
O fato é.
Tantos judeus quanto palestinos acreditam que as áreas ali são historicamente suas. E o mundo acredita que a paz só é possível com um estado de Israel ao lado de um outro estado árabe, Palestina. No momento, Israel tem o seu, mas (desde a Guerra de 1967) controla os territórios palestinos. Um probleminha complicado.
New day, new dawn?
Os palestinos consideram essa data o começo do fim. Em 1917, os judeus eram menos de 10% da população palestina, um século depois, hoje os judeus são a maioria por lá, enquanto milhões de palestinos vivem como refugiados e em exílio.
Amigos para siempre.
Bom, Theresa May, a líder britânica, se encontrou ontem com Netanyahu, o líder israelense, pra comemorar a data. Nos territórios palestinos, houve protestos.Segue o fluxo.
ESPRESSO SHOTS
Cariocas não gostam de dia nublados.
Por essa ninguém esperava: governo do Rio em guerra com o governo federal.Tudo depois que o Ministro da Justiça fez umas críticas bem pesadas ao Rio de Janeiro ao dizer que os comandantes da PM no Rio são aliados do crime organizado. Pezão pediu provas ao ministro. Já o presidente da Câmara, que é carioca, disse que o ministro pode ter falado verdades, mas de forma errada.
Miga, sua loka.
Depois de comparar seu trabalho à escravidão, a ministra de Direitos Humanos Luislinda Valois deu pra trás ontem e desistiu do pedido de mais de R$ 60 mil de salário – que passa do teto (33 mil) e seria ilegal. Ela argumentava que ‘é preciso cabelo, maquiagem, perfume’. Ô coitada. Detalhe: ministros já têm direito a motorista, jatinho, cartão corporativo, e apartamento – tudo com nossos impostos. Menos, Valois.
Dança das cadeiras.
Trump anunciou o novo presidente do Fed ontem – o Banco Central dos EUA: Jerome Powell, que entra em 2018. Apesar de indicado pelo presidente, o chefe do BC tem independência e controla a inflação; por exemplo, a taxa de juros é uma das ferramentas do BC. Por sinal, o BC da Inglaterra aumentou ontem os juros pela 1avez em uma década. Ah, e Henrique Meireles, ministro da economia (que já foi presidente do BC de Lula), disse ontem que é ‘presidenciável’.
Everybody comes to Hollywood.
Um dia depois de desculpar-se por assédio sexual, Dustin Hoffman foi acusado ontem de assédio por uma segunda mulher. A produtora disse que ele deu em cima dela em 1991, num encontro que “a deixou em lágrimas”. Um dia antes, uma mulher disse que quando tinha 17 anos, nos anos 1980, Hoffman pegou no seu bumbum. Dias atrás, foi Kevin Spacey. Não para não.
Say what?
Terminando, a Apple lança hoje seu iPhone X, que é ainda mais incrível que o novo iPhone 8. Com um custo de US$ 999 lá fora, e chegando por quase R$ 8 mil no Brasil, é mais barato ir até Miami, comprar um, que ainda sobra troco.
The circle of life.
Para terminar, depois de Cinderela e Bela e a Fera, está aqui o elenco do filme ‘live action’ (com atores de verdade) do Rei Leão. E tem Beyoncé!
FDS prologando… até segunda! 🙂