ESPRESSOU-SE
“Não quis ofender.” – um DJ britânico foi condenado a um ano de prisão depois de tocar um remix com a oração muçulmana num festival na Tunísia. I took a pill in Tunisia. It didn’t go so well.
ESPRESSO IMPORTADO
Where Is The Love?
A notícia.
Faltando pouquinho para a Páscoa, duas igrejas no Egito foram explodidas ontem.
Moendo os grãos.
São mais de 100 feridos e pelo menos 26 mortos depois que o tal ‘Estado Islâmico’ mandou atacar duas igrejas – uma em Alexandria e outra numa cidade perto do Cairo – em pleno Domingo de Ramos, que marca o início para a Semana Santa. Detalhe: faltam poucas semanas para a visita do Papa, que vai ao Egito falar de tolerância entre cristãos e muçulmanos.
Imagine all the people.
O Egito é um país de maioria muçulmana, mas os cristãos cooptas (uma vertente do Cristianismo) correspondem a mais de 10% da população de lá. Ou seja, a maior comunidade cristã de todo o Oriente Médio e não é a primeira vez que eles são alvos.
Não para, não para, não para não.
Cruzando o Mar Mediterrâneo, a Europa também foi palco de mais um atentado. Na sexta-feira, foi a vez de Estocolmo, Suécia. Assim como em Nice e Berlim, no ano passado, e em Londres, mês passado, um homem acelerou um caminhão por uma área cheia de pedestres. 4 pessoas morreram. O cara – que é do Uzbequistão e teve asilo negado – foi preso. Enquanto isso, ali do lado, na Noruega, uma bomba foi desarmada no sábado. Tenso.
We Will, We Will Rock You
A notícia.
No final de semana, Trump colocou navios de guerra para passearem por perto da Coréia do Norte.
Moendo os grãos.
Semana passada, ele já tinha dado a dica; disse que se a China não fizesse nada sobre os norte-coreanos, ele faria. A Coréia do Norte é o país mais isolado do mundo e a China é um de seus pouquíssimos amigos. Amigo meio pai, que tem de dar conselhos, mas nem a China tem conseguido segurar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un. Semana passada, Kim voltou a fazer teste com míssil. Um gordinho ousado.
De galho em galho, de guerra em guerra.
As apostas eram até de que a primeira guerra de Trump seria contra Kim. Bom, vieram os 59 mísseis contra a Síria semana passada (o primeiro ataque dos EUA contra o ditador sírio), que se tornou a primeira vitória política de Trump. Dentro e fora dos EUA, ele foi apoiado. Nunca antes nestes quase 3 meses de governo.
Oops, I did it again.
O fato é que ontem o secretário de Estado americano disse que a China concordou que “é preciso agir” na Coréia do Norte. Vem aí a segunda guerra de Trump?
ESPRESSO SHOTS
Caracas! “Maduro ditador,” gritavam milhares de pessoas ontem no que foi o terceiro grande protesto em menos de uma semana na Venezuela. Há tempos, a galera tem ido pras ruas pedir que Maduro arrume suas coisas e vaze. São mercados sem comida, hospitais sem remédios, e casas sem energia. Mas o protesto de ontem teve um temperinho a mais: o principal nome da oposição, Henrique Capriles, que tinha tudo pra ganhar a presidência, teve os direitos políticos cassados e está proibido de concorrer a qualquer cargo pelos próximos 15 anos.
Sinais de fogo. Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, disse que não dá mais. Ele, que está preso há mais de 6 meses e, mês passado, foi condenado há 10 anos por Sérgio Moro, disse que chegou ao seu limite e quer fazer delação premiada. De acordo com um deputado, ele disse que tem coisas que vão explodir o mundo empresarial. Fica a dica.
Infowars. O Facebook lançou no final de semana seu sistema pra combater fakes news (notícias falsas). O Face aparecerá agora com um filtro que alerta se a notícia é boato, se tem pouca credibilidade, ou é propaganda e tal. Em meio a nova era da ‘pós-verdade’ (fake news são mais compartilhadas do que nunca), o Google também explicou o que vai fazer; os resultados das pesquisas vão ser marcadas dizendo se são ‘fatos alternativos’ ou verdadeiros.
Loteria para quê? Para terminar, a sorte de ser vizinho de George Clooney.
Que você tenha um dia produtivo. Até amanhã.