ESPRESSOU-SE
“Mais um sonho de criança realizado.” – Neymar sobre a sua Ferrari… que ele bateu ontem. Ele dirigia sozinho rumo ao aeroporto de Barcelona, já que tinha um jogo logo em seguida. Tudo certo. Ninguém ferido. Quer dizer, menos a Ferrari de R$ 2 milhões. Quem pode, pode.
ESPRESSO IMPORTADO
Histórico: FIMdel
A notícia.
Uniforme militar, barba grande, e charuto cubano. Morreu Fidel Castro, o homem que tornou revolução sexy.
Moendo os grãos.
O líder mais importante que surgiu na América Latina nos últimos 200 anos (desde que começaram as guerras por independência)? Parece que sim. Ao lado de Che Guevara, seu parceiro nos primeiros anos da Revolução Cubana, Fidel se tornou a cara glamurosa de uma ditadura esquerdista. Sendo um presidente-ditador de uma pequenina ilha caribenha, seu poder foi muito maior do que qualquer um poderia imaginar. Põe maior nisso.
God save the king?
Só a Rainha Elizabeth esteve mais tempo no poder. Fidel sempre teve admiradores e desertores. Para uns, um tirano que acabou com os direitos e liberdades; para outros, como os próprios cubanos na primeira noite do novo regime, um mito revolucionário. Seu legado é mistura de progresso e pobreza extrema; de igualdade racial e perseguição política; de avanço na medicina e miséria comparável ao de quando começou sua revolução em 1959. Paradoxos.
Água e óleo.
Mas antes de qualquer coisa, foi sua obsessão pelos EUA, e a obsessão dos EUA por ele, que deu forma ao seu reinado (mesmo quando passou o bastão para seu irmão, Raul, em 2006). Após trazer o comunismo para as Américas, Washington o pintou como o demônio, e foram várias as tentativas de assassiná-lo – incluindo a clássica invasão de 1961, o embargo, e até um plano bizarro de diminuir seu prestígio fazendo a sua barba cair. Nada deu certo.
O que é imortal.
“Para um pequeno país como Cuba é uma honra ser um dos poucos inimigos do gigante EUA,” disse ele em 1998 a NBC. E mesmo com a reaproximação que Obama iniciou em 2014, e a leve abertura do mercado cubano desde a década de 90 (quando caiu a União Soviética e o ideal comunista), Fidel continuou Fidel. No final de semana, aos 90 anos, o símbolo máximo se foi. O que será da ilha agora? Ninguém sabe. Mas seu fantasma continua mais vivo do que nunca.
Maratona do adiós.
O domingo foi de silêncio em Havana. Literalmente. Hoje começa uma semana inteira de homenagens. E suas cinzas percorrerão o país ao longo dos próximos dias.
ESPRESSO SHOTS
Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação? Em meio às ameaças de protestos pelo país depois da 2a tentativa do Congresso de anistiar corruptos, o presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deram um recadinho à nação ontem: não vão aceitar o perdão geral ao caixa 2. Sei. Estamos de olho.
Mas a batata está assando. No final de semana, o presidente viu seu 6o ministro cair em apenas 6 meses de governo. Geddel finalmente pediu pra sair desde que veio a tona a história do prédio em Salvador. Ontem o ex-ministro da Cultura, Calero, pivô da crise, disse ao Fantástico que Temer o pressionou, sim, para resolver as questões pessoais de Geddel usando a máquina do governo. Oopsie.
Ai, América. A campanha de Hillary cedeu, e diferentemente da Casa Branca, agora diz ver motivos para pedir a recontagem dos votos em alguns estados. Semana passada, técnicos de informática disseram que as eleições foram hackeadas. Já Trump disse ontem, sem evidência nenhuma, que vááárias pessoas votaram mais de uma vez. A eleição que ele próprio ganhou foi fraudada?
Vai rolar a festa. Após 12 sessões de radioterapia, Edson Celulari disse ontem que venceu o câncer (o mesmo que atingiu a ex-presidente Dilma) que enfrentava desde junho e está pronto para comemorar com uma festa. Saúde!
É campeão! Para terminar, o mais novo campeão do Brasileirão, após um jejum de 22 anos, ontem foi dia do Palmeiras.